Frango ganha mercado e sustentação no preço

Publicado em 23/04/2010 08:54 218 exibições
Mesmo com milho barato, preço da carne se mantém graças à demanda aquecida, que abre espaço para aumento na produção.
O principal insumo da ração de frango, o milho, ficou mais barato, mas o preço da carne no atacado segue firme na faixa de R$ 2,5 o quilo (congelado). A contradição que intriga o consumidor ganha explicação na cadeia da carne. O setor acaba de anunciar novo avanço nas exportações, e estabelece metas ambiciosas para este ano.

Em março o estado exportou 83 mil toneladas, ante as marcas de 81 mil e 75 mil no mesmo mês em 2009 e 2008, respectivamente. Para atingir o volume maior, produz cerca de 110 milhões de aves por mês. O faturamento mensal com as vendas ao exterior passou de US$ 130 milhões, valor 22% maior que o de um ano atrás.

Já o preço do milho caiu 14% no último ano. Os produtores estão recebendo R$ 13,80 por saca de 60 quilos no Paraná, por causa do excesso da oferta. Direcionado principalmente ao mercado interno, o cereal não depende só da demanda, mas da disposição dos compradores, atrelados a cotações internacionais de matérias-primas e produtos finais.

Curiosamente, há dois anos, o quadro era justamente oposto, com a cadeia da carne em alerta no período de entressafra. O milho escasso elevava os custos do setor, que buscava acordo com a agricultura para ter garantia de ração a preço sustentável.

Segundo Martins, apesar de a situação atual ser “confortável” para a indústria de carne de frango, o setor tem menos lucros que em 2008, porque o câmbio atual desfavorece as exportações. O que salvou o setor foi justamente o aumento dos embarques, que vem ocorrendo graças ao aquecimento das vendas ao Oriente e a Ásia, antes mesmo da entrada expressa no mercado chinês.

Outro fator que colabora é a demanda interna. A proibição da venda de frango temperado, em vigor desde março, acabou reduzindo o volume de oferta, relata. O Sindiavipar se posicionou a favor da medida, que tentou conter a venda de carne de galinha com mais de 20% de água e tempero misturados.

As empresas do setor não se limitam à expectiva geral dos exportadores de alimentos de crescimento do mercado chinês. A Frangos Canção, por exemplo, que quatro anos atrás fez pesquisa para se adaptar às exigências de países como Arábia Saudita, hoje embarca 30% de sua produção para o Oriente. A meta é continuar negociando com mercados similares, na mesma região.

“Queremos média nacional de mais de 300 mil toneladas e estadual de mais de 80 mil toneladas nas exportações”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins. Para isso, a produção e os embarques terão de continuar crescendo.

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Fonte:
Gazeta do Povo

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