Carne Suína: Demanda externa firme com preços em elevação

Publicado em 10/05/2010 09:10 321 exibições
Embora represente pequena queda em volume, cerca de 5 % em relação a abril de 2009, ou mesmo na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, o resultado das exportações, de 51.251 toneladas, deve ser visto como positivo. A recuperação de preços é muito significativa: houve um aumento de receita, no quadrimestre, de 13%, o que felizmente compensa a distorção cambial existente no Brasil.

“As exportações de abril e as do quadrimestre confirmam perspectiva de bom desempenho para 2010. Podemos até falar em ligeira melhora em relação ao que esperávamos no início do ano. Somente não deve ocorrer significativo aumento de volume exportado porque os embarques continuam sendo destinados aos mercados tradicionais, como a Rússia, que permanece como principal cliente”, afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS).

Felizmente, em abril, fatos importantes ocorreram no andamento dos diversos processos de abertura de outros mercados:

1)  Os EUA colocaram em consulta pública o estudo de análise de risco realizado em Santa Catarina, em 2008;

2) O Ministério da Agricultura respondeu aos questionamentos apresentados pela União Europeia em relatório concluído após missão veterinária realizada em 2009;

3) Durante a visita do presidente da China, Hu Jintao, reuniões importantes foram realizadas com o ministro Wang Young, da Aqsiq, órgão responsável pela supervisão e inspeção de qualidade daquele país;

4)  A Coreia do Sul realizou sua primeira missão veterinária ao Brasil;

5)  Foi agendada para a próxima semana, em Tóquio, reunião técnica da qual se espera que todas as dúvidas existentes sejam esclarecidas.

“A ABIPECS está otimista com o desenrolar de todas essas atividades, que devem trazer resultados concretos ainda em 2010”, diz Camargo Neto.

Nesta semana, o presidente da ABIPECS acompanha o presidente Lula em sua visita à Rússia, destino de quase 50 % do volume de carne suína exportado pelo Brasil. De Moscou, Camargo Neto viaja para Tóquio junto com o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho. Na capital japonesa eles se encontrarão com o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, para reuniões técnicas no MAFF (Ministry of Agriculture, Forestry and Fisheries) e para o 13º Encontro entre o Keidanren e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) – Joint Economic Corporation Committee Meeting.

Resumo das Exportações: O Brasil exportou, de janeiro a abril, 176,71 mil toneladas e obteve um faturamento de US$ 426 milhões. No período, houve uma queda de 6,40% no volume e um aumento de 12,91% em valor.

Para a Rússia, houve um pequeno crescimento (2,76%) das vendas em volume, em abril, e 46% de ampliação da receita.

Os principais destinos das exportações de carne suína, em abril, foram: Rússia, Hong Kong, Ucrânia, Argentina e Angola. Angola voltou a ser o 5º principal mercado; Cingapura caiu para o 6º lugar.

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Fonte:
Abipecs

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