Carne suína valorizada na exportação

Publicado em 11/05/2010 09:04 193 exibições
Os preços da carne suína exportada pelo Brasil voltaram a se valorizar em abril, mas os volumes vendidos recuaram. A alta das cotações é resultado da demanda forte na Rússia, principal cliente do Brasil, e o volume inferior indica perda de competitividade do produto nacional em mercados como Hong Kong e Cingapura. A análise é de Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

Em abril, o Brasil exportou 51.251 toneladas de carne suína, 5,1% menos do que em igual mês de 2009. Enquanto os volumes caíram, a receita avançou 27,12%, para US$ 132,199 milhões, de acordo com a Abipecs. Isso significa um preço médio de US$ 2.579 por tonelada, alta de 33,93% em relação a abril do ano passado.

Apesar do volume menor, Camargo Neto considerou o resultado positivo diante da forte recuperação de preços, que compensa o câmbio valorizado. Entre janeiro e abril, as exportações totalizaram 176.717 toneladas, recuo de 6,40%. A receita na mesma comparação foi de US$ 425,969 milhões, alta de 12,91%. Além de a demanda por carne suína ter melhorado no principal cliente do Brasil, a oferta também está mais limitada já que o mercado interno está aquecido.

Camargo Neto avalia, diante dos resultados, que é possível alcançar vendas de 650 mil toneladas no ano - em 2009 foram 609 mil toneladas. "O segundo semestre deve ser melhor que o primeiro", disse. Ele destacou eventos positivos em abril, como os Estados Unidos terem colocado em consulta pública o estudo de análise de risco realizado em Santa Catarina, em 2008, e o Ministério da Agricultura ter respondido aos questionamentos feitos pela União Europeia após missão em 2009.

Apesar da expectativa de que UE e EUA abram seu mercado este ano para a carne suína de Santa Catarina, o executivo avalia que ainda não deve haver exportações este ano.

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Fonte:
Valor Econômico

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