Suinocultores argentinos buscam melhorias no Brasil

Publicado em 27/05/2010 15:12 300 exibições

Atualmente o Brasil é o 4º maior produtor e 4º maior exportador de carne suína mundial. Ainda em 2010, há perspectivas positivas de abertura de novos mercados exportadores. Dentro deste contexto, o Rio Grande do Sul é o maior exportador do Brasil e 2º maior produtor. Por estes e outros motivos, suinocultores argentinos estiveram na última segunda-feira (24/05) na sede da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), em Estrela (RS), buscando informações sobre a produção de suínos no Brasil e no Estado.

A comitiva era composta de suinocultores que, na Argentina, fazem parte de uma cooperativa que conta hoje com 18 suinocultores. O professor Marcelo Soares, do setor de medicina e reprodução de suínos da Universidade Federal de Santa Maria e Werner Meincke, ex-presidente da Acsurs e atual Diretor Técnico da Genetiporc acompanharam a comitiva.

Durante a reunião realizada na entidade, ficou claro que os produtores buscam qualidade na produção de suínos e, além disto, não são grandes produtores. Também questionaram o presidente da Acsurs, Valdecir Luis Folador, a respeito dos sistemas integrado e independente de produção e afirmaram que estão dispostos a aplicar neste segmento naquele país.

Durante a apresentação exibida por Folador, recebeu destaque o trabalho realizado por Werner Meincke na Acsurs, na década de 70, quando houve a criação da Central de Inseminação Artificial de Suínos (Cias) a qual, atualmente, conta com uma equipe de quatro técnicos, além de seu Diretor Técnico, o médico veterinário Gilberto Moacir da Silva. Hoje, a Cias disponibiliza para os suinocultores gaúchos, mensalmente, em média, 11 mil doses de sêmen suíno, provenientes de 80 machos de alto padrão genético.

Outro ponto destacado por Folador durante a reunião foi que, atualmente, o custo de produção está muito elevado, não só no RS como em todo o país, o que dificulta a vida econômica dos suinocultores. Um dos principais motivos deste cenário é a recente crise econômica mundial, que forçou uma desvalorização interna da carne suína.

A abertura do mercado de suínos, com o início das exportações brasileiras, há alguns anos atrás, também foi apontado pelo dirigente como um dos motivos que impactou negativamente nos ganhos dos produtores.

Marcelo Soares, quando abordada a questão de grãos, expôs que os argentinos são grandes produtores agrícolas e guardam grandes estoques de milho e soja, com uma ótima qualidade. “Em uma visita que fiz à Argentina, tive a oportunidade de verificar um estoque de milho, armazenado há mais de um ano e a qualidade era muito boa”, enfatizou Soares, expondo que isto beneficia, em partes, a produção de suínos, tendo em vista que o milho é um dos componentes básicos da alimentação dos suínos.

Segundo os argentinos, um dos entraves para o não desenvolvimento da suinocultura no país é a falta de incentivos do governo. Neste sentido, Folador expôs que, felizmente, nos últimos anos, a bancada ruralista estadual e nacional brasileira tem crescido, auxiliando o setor do agronegócio.

Outro ponto exposto aos suinocultores argentinos foi o fato de que no Rio Grande do Sul, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, 70% da produção suinícola provem da agricultura familiar, valorizando o trabalho desta parcela da sociedade.

Em seguida, Gilberto da Silva falou sobre o funcionamento e as atividades desenvolvidas pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal – Fundesa, que tem auxiliado os produtores de aves, bovinos e suínos em momentos difíceis, além de incentivar e estimular a biossegurança sanitária dos rebanhos no Estado.

A comitiva de argentinos também visitou a Cosuel, em Encantado (RS).

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Acsurs

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