Matrizes de corte: tendências do plantel em produção em 2010

Publicado em 04/06/2010 09:36 269 exibições
Quando não se dispõe da informação oficial ou de dados fidedignos, só resta especular. E a indústria brasileira do frango tem especulado muito em torno da evolução do alojamento de matrizes de corte, cujos dados oficiais não são divulgados desde outubro de 2009.

Na verdade, nem a UBA quis colocar a mão nesse “vespeiro”. Assim, no Relatório Anual de 2009 que divulgou às vésperas de sua fusão com a ABEF, estabeleceu um “resultado preliminar” para o acumulado no ano – 44,348 milhões de matrizes de corte, valor que aplicado ao trimestre faltante indica alojamento médio mensal de 3,7 milhões de cabeças entre outubro e novembro de 2010 (as naturais diferenças existentes entre um mês e outro não afetam significativamente os resultados futuros).

Quanto aos primeiros meses de 2007 sabe-se, a partir do relato de integrantes do setor (vendedores e compradores), que foi moderado em janeiro, mas começou a apresentar sinais de reversão em fevereiro. Tanto que o alojamento nominal do mês (28 dias) pode ter sido proporcionalmente maior que o de janeiro.

O salto maior, porém, parece ter ocorrido a partir de março, mantendo-se nos dois meses subsequentes (abril e maio), ocasião em que o volume alojado voltou (como já havia ocorrido em 2008) a ultrapassar a casa dos quatro milhões de cabeças.

O volume efetivo continua, naturalmente, sendo controverso. Mas à guisa de exercício (quadro abaixo) o AviSite supôs para o quadrimestre março-junho volume médio mensal de 4,2 milhões de cabeças – o que, ressalte-se, não é incongruente, pois corresponde a um aumento de menos de 5% sobre, por exemplo, maio e junho de 2008.

E qual é o significado disso? Melhor do que analisar a possível variação em relação aos dois últimos anos é avaliar o possível plantel em produção no restante do ano. Isso está expresso no gráfico inferior, pelo qual se observa que o volume de matrizes de corte em produção (portanto, o potencial produtivo da carne de frango) volta a crescer mais significativamente no segundo semestre, mas sem, ainda, atingir os altos volumes observados em parte de 2009.

O único detalhe é que, uma vez atingido um determinado patamar, só em circunstâncias excepcionais (leia-se: dificuldades econômicas) o setor volta a retroceder. E o patamar atual está (pelo menos essa é a indicação do setor) acima dos quatro milhões de cabeças mensais. Ou seja: aqueles (até pouco, execrados) 48 milhões de cabeças de 2008 logo serão, outra vez, superados. E o alto volume em produção em 2009 novamente ultrapassado.

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Avisite

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