EUA encerram 2010 com menos matrizes de corte que em 2008 e 2009

Publicado em 25/06/2010 15:53 403 exibições
Como por aqui os números continuam desconhecidos do grande público, resta ao setor avícola brasileiro se contentar com os dados de alojamento de matrizes de corte dos EUA onde, segundo o Departamento de Agricultura (USDA), 2010 deve ser encerrado com um volume de matrizes de corte inferior aos registrados no final de 2008 e de 2009.
Em outras palavras, o plantel alojado entre 7 e 15 meses antes do mês de produção considerado deve situar-se, em dezembro de 2010, em torno dos 62,544 milhões de reprodutoras, contra 62,562 milhões um ano antes e 65,892 milhões em dezembro de 2008. Ou seja: o decréscimo em relação ao plantel de dois anos atrás será superior a 5%, apontando menor capacidade de produção de pintos de corte.
Isso, de toda forma, não significa que os EUA possam se encontrar em situação deficitária. Pois o que há, aparentemente, é uma readequação do plantel de reprodutoras a um mercado visivelmente mais restrito que o esperado – como, aliás, já ocorreu aqui no Brasil.
Note-se, a propósito, que em maio do ano passado a avicultura de corte norte-americana produziu, com 65,203 milhões de matrizes de corte em produção, 789,812 milhões de pintos de corte. Relação, portanto, de 12,1 pintos por matriz em produção. Já neste ano, no mesmo mês, o plantel reprodutor havia recuado 5%, ficando em 61,918 milhões de cabeças, enquanto a produção de pintos de corte aumentou 1% e somou 797,833 milhões de cabeças. Produtividade, portanto, 6,6% maior – ou 12,9 pintos/matriz em produção – significando melhor utilização do potencial instalado.
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E já que se falou em Brasil: em maio passado (última projeção possível a partir dos dados anteriores da UBAABEF) estavam em produção no País cerca de 37 milhões de matrizes de corte (número que, a exemplo do que ocorre nos EUA, não considera mortalidade e descartes ocorridos no período de cria e recria e, portanto, serve apenas como dado estatístico, não como referencial de produtividade).
Aplicado a esse plantel o mesmo índice de “rendimento” observado nos EUA (cerca de 13 pintos por matriz de corte em produção) chega-se a um volume da ordem de 480 milhões de pintos de corte, ou seja, menor que os 510,4 milhões de cabeças de março passado. Mas isso, parece, vai ficar apenas na teoria, pois, na prática, há indícios de uma produção significativamente maior.
Quer dizer: novamente o setor retém reprodutoras além da idade de descarte ideal. Até quando?

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Fonte:
Avisite

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