SC: Preço do leite despenca e continua em queda, apesar da entressafra

Publicado em 16/07/2010 15:53 488 exibições
Faesc reclama que importações excessivas estão congestionando o mercado brasileiro e derrubando os ganhos dos produtores de leite e das indústrias.
Continua a tendência de queda nos preços praticados pelo mercado catarinense na aquisição de leite in natura pelos laticínios de todo Estado. Depois de uma forte queda de 6,7% de junho em relação a maio, outra redução de 4% é projetada nos valores previstos para julho pelo Conselho Paritário Produtores/Indústria de Leite (Conseleite).
O colegiado reuniu-se nesta semana em Campos Novos e anunciou os valores finais de JUNHO que caracterizam uma das maiores quedas dos últimos meses: R$ 0,6742 o litro de leite acima do padrão; R$ 0,5863 o padrão e R$ 0,5330 o abaixo do padrão.
            Os valores de referência previstos pelo Conseleite para o mês de JULHO embutem uma projeção de redução de 2 centavos, mas somente serão confirmados na reunião do Conselho Paritário em agosto. De acordo com essa projeção, os novos valores de referência da matéria-prima ficarão assim: R$ 0,6469 para leite acima do padrão, R$ 0,5625 para leite-padrão e R$ 0,5114 para o produto abaixo do padrão exigido.
Esse é o preço bruto do litro de leite colocado na plataforma da indústria, incluso Funrural, calculado segundo metodologia definida pelo Conseleite.
O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), Nelton Rogério de Souza, lamenta que “a alegria dos criadores tenha durado  pouco: os preços do leite ao produtor que insinuaram uma reação em maio, despencaram e continuam em queda, levando prejuízos à cadeia produtiva”.
A indicação de nova queda preocupa a Faesc: “Estamos tendo prejuízos em plena entressafra, tradicionalmente o momento em que o produtor rural recupera os prejuízos do ano com preços compensatórios”, lamenta o dirigente.
A excessiva entrada de leite importado é a causa desse comportamento do mercado. O Chile, o Uruguai e, principalmente, a Argentina estão congestionando o mercado brasileiro de leite em pó. A Faesc e a CNA já solicitaram ao governo federal que restrinja a importação de lácteos nesse período, mas ainda não foram atendidos.
As previsões otimistas do início do ano foram derrubadas pela evidência do comportamento do mercado e nem o aquecimento da demanda, com o aumento no poder de compra dos consumidores da classe C, impediu a queda dos preços. A Faesc tem estudos que mostra a relação direta entre a melhoria nos salários e o aumento no consumo dos produtos lácteos de maior valor agregado, como queijos e iogurtes.
Com a queda acentuada dos preços do leite, os produtores rurais dedicados à pecuária leiteira terão dificuldades em honrar seus compromissos. “Essa situação causa desestímulo e vai se refletir na queda da produção”, prevê Nelton Rogério de Souza.
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Fonte:
MB Com. Empresarial

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