Rússia atingirá autossuficiência no frango, diz CEO da Tyson

Publicado em 18/10/2010 10:30
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A análise dos dados da SECEX/MDIC sobre as exportações brasileiras para a Rússia mostra que a carne de frango vem tendo lugar de destaque no comércio entre os dois países. No período janeiro-agosto de 2010 (último dado disponível) a carne de frango foi o quarto principal produto brasileiro exportado para o mercado russo, com receita cambial de US$157,8 milhões, 145% a mais que o registrado no mesmo período de 2009.

Ainda assim parece que não vale a pena apostar muito nas importações russas pelo menos no que diz respeito à carne de frango. E quem aponta nessa direção é o Presidente e CEO da Tyson Foods, Donnie Smith, para quem o melhor, mesmo, é diversificar mercados.

Obviamente o recado foi dirigido à indústria avícola norte-americana. Mas, neste instante, cabe muito mais aos exportadores brasileiros, já que a lacuna deixada no mercado russo pelo frango dos EUA vem sendo parcialmente preenchida por produto do Brasil.

Mas voltando à possível autossuficiência da Rússia: já há algum tempo Moscou colocou como meta de governo transformar o país, maior importador mundial de carne de frango, em futuro exportador do produto, nesse sentido estimulando (inclusive com crédito farto) o setor produtivo. Só que, a despeito do crescimento acelerado da produção interna, essa meta continua soando para muita gente como mera promessa, impossível de ser cumprida mesmo a longo prazo.

Não é o que pensa o CEO da Tyson Foods. Participando de um encontro técnico nos EUA e indagado sobre que lições a avicultura aprendeu com a quase total interrupção (desde o início do ano) das vendas norte-americanas de carne de frango para a Rússia, Smith declarou que a indústria avícola deve começar a acreditar na intenção [russa] de tornar-se autossuficiente.

Citando que três anos atrás a quota de frango dos EUA era de cerca de 900 mil toneladas e que agora estamos tentando chegar às 450 mil toneladas, o principal executivo da Tyson observou que a indústria norte-americana se saiu relativamente bem frente ao embargo russo, conseguindo abrir novas frentes de negociações. Mas insistiu em que é preciso diversificar muito mais, porquanto a Rússia não será mais aquela grande importadora mundial de carne de frango que todos conhecemos.
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Fonte: AviSite

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