Desempenho do frango vivo em fevereiro de 2011

Publicado em 01/03/2011 08:37 268 exibições
Por recuperar todas as perdas enfrentadas em janeiro e encerrar fevereiro cotado a R$2,10/kg, o frango vivo comercializado no interior paulista obteve no segundo mês de 2011 cotação média de R$2,01/kg, valor 23,34% superior ao registrado em fevereiro de 2010 e 2,78% maior que o alcançado no mês anterior, janeiro de 2011.

Esse foi, em valores nominais, o segundo melhor desempenho obtido pelo setor, somente superado pelo resultado alcançado em dezembro passado, quando a média mensal ficou muito próxima de R$2,10/kg. E isso quer dizer que, a despeito da recuperação mais recente, o produto acabou encerrando o mês com valor inferior ao do encerramento de 2010 e, portanto, perde significativamente da inflação acumulada no período.

Por outro lado, o preço médio do frango vivo nos primeiros 59 dias do ano (isto é, no bimestre janeiro-fevereiro de 2011) corresponde, em termos nominais, a um recorde histórico até agora não alcançado - R$1,98/kg, valor que se encontra 23,75% e 20,32% acima das médias registradas, respectivamente, no primeiro bimestre de 2010 (59 dias) e no ano de 2010 (365 dias). Mas mesmo essas altas variações não propiciaram qualquer ganho ao setor produtivo visto que, contraposto o atual bimestre a idêntico bimestre de 2010, a principal matéria-prima do frango, o milho, aumentou mais de 65%.

Para melhor demonstrar as perdas enfrentadas pelo produtor do frango, examine-se a questão sob o ângulo do poder de compra do grão: um ano atrás, no primeiro bimestre de 2010, uma tonelada de frango vivo (que, então, era comercializado por valor 20% menor que o atual) adquiria 5,1 toneladas de milho. Já no mesmo bimestre de 2011, idêntico volume de frango vivo, embora com preço superior, adquire um quarto (25%) a menos de milho.

Se é que se pode sintetizar a situação, graças a uma restrita oferta de carnes (para o que contribui, também, a estabilidade na produção de frangos) os preços do frango vivo tendem a se manter elevados. Mas os aparentes ganhos que isso possa representar podem estar sendo engolidos pelos altos custos. Hoje, aliás, não restritos apenas ao milho.

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AviSite

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