Desempenho do ovo na segunda semana de março

Publicado em 14/03/2011 09:00 122 exibições
À primeira vista, a chegada da Quaresma teve efeito imediato sobre o mercado de ovos, visto que, mal iniciado esse período e a despeito dos poucos negócios da semana (a do Carnaval tardio e segunda do mês), o produto obteve dois reajustes que se traduziram em uma valorização semanal de quase 10% e em preços agora 2,73% superiores aos do mês anterior (na semana retrasada essa variação foi negativa, de menos 2,01%).

A realidade, porém, é que o advento do período de Quaresma (tradicionalmente, um “puxador” de preços do ovo) ainda não atuou sobre o setor. Em outras palavras, os ajustes registrados decorrem não do aumento da demanda mas, essencialmente, do melhor ajuste da produção ao mercado consumidor. O que, se mantido, antecipa momentos bem melhores para a atividade assim que o efeito Quaresma se manifeste efetivamente.

E o setor necessita que essas melhoras se concretizem, porquanto o fato de a cotação média do mês apresentar, no momento, incremento de 11% sobre março de 2010 não significa valorização do produto: um ano atrás, os preços pagos pelo ovo retrocederam 12,73% e, dessa forma, a média atual permanece aquém da registrada em março de 2009 (menos 3,07%). Mas não só isso: a queda, neste ano, persiste também em relação a março de 2008, caso em que o preço atual é, nominalmente, cerca de 10% inferior.

Obviamente, isso implica numa grave perda de poder aquisitivo do avicultor. Um ano atrás, por exemplo, uma caixa de ovos (a despeito da desvalorização anual de preços próxima de 13%) adquiria perto de duas sacas de 60 kg de milho, o principal insumo do ovo. Já neste ano, mesmo com a valorização de 11%, não é possível adquirir mais do que 1,2 sacas de milho, o que significa perda de 35% no poder de compra. Portanto, apesar das aparências, o atual preço do ovo apenas engana.

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AviSite

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