Criadores reclamam do preço pago pelo leite em Minas Gerais

Publicado em 01/04/2011 09:25 353 exibições
Principal causa da insatisfação é o aumento do custo de produção. Quantidade diária de leite entregue na cooperativa é abaixo do esperado.
Em Minas, o preço pago pelo leite tipo "C" ficou até um pouco acima da média nacional. Mesmo assim, os criadores ainda não estão satisfeitos e a principal causa é o aumento do custo de produção.

O pecuarista Roberto de Oliveira tem 33 vacas em lactação. São 600 litros por dia. Ele cria a "vacada" no sistema extensivo e aproveita o pasto verde, resultado da boa chuva.

Roberto conta que, apesar da vantagem de ter capim com fartura, é obrigado a complementar a dieta dos animais com ração e é aí que o problema começa. Ele está recebendo R$ 0,75 pelo litro e com o preço alto do milho, o custo também subiu. “Se tirar o concentrado da vaca, deixar só no pasto, a produção do leite cai. Aí só vai piorando as coisas, a gente tem que tentar segurar para conseguir passar pelas dificuldades”.

Na Cooperativa de Laticínios de Uberlândia foram entregues no mês de março, em média, 175 mil litros de leite por dia. A captação é praticamente a mesma de fevereiro e segundo a cooperativa, a demanda continua forte.

“O cenário está melhor do que o ano passado e temos pressão de compra alta de países asiáticos e Oriente Médio. Internamente, temos melhoria de renda das classes inferiores e quando ocorre isso, a procura por produtos alimentícios é maior e os lácteos acompanham essa demanda”, disse Cenildes Vieira, presidente da Cooperativa.

A captação nos laticínios em março foi semelhante à do mês de fevereiro, mas em relação a março do ano passado está bem menor.

A quantidade diária de leite que está sendo entregue na cooperativa, em março, foi de 140 mil litros de leite por dia, abaixo do esperado, comparado com o mesmo período do ano passado.

Eduardo Dessimoni, diretor do Sindicato Rural de Uberlândia, explica que a concentração de chuva nos últimos meses provoca queda de luminosidade. É preciso haver um equilíbrio entre luminosidade, temperatura e água para o crescimento da pastagem. Esse desequilíbrio provocou essa diminuição de dois meses consecutivos. O transporte também ficou prejudicado e a qualidade. São diversos fatores que além de dificultar a qualidade, também prejudicam a chegada do leite até a cooperativa.

Em Minas Gerais houve um aumento de preço em torno de R$ 0,05. Na cooperativa houve estabilidade.

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Globo Rural

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