Mercado estabilizado garante bons preços aos criadores de suínos

Publicado em 29/04/2011 13:43 302 exibições

Há mais de um mês que os valores de comercialização do quilo do suíno vivo não sofrem alteração na maioria dos estados brasileiros. A boa notícia é que os preços de venda estão sendo mantidos em patamares que atendem as necessidades dos produtores, sempre acima dos valores de produção. Em Minas Gerais, a colheita do milho da safra de verão está começando e embora ainda esteja alto, o preço vem caindo desde o início do ano. De janeiro para cá, a queda é de 30% na região. Essa redução está dando fôlego aos criadores de suínos, que dependem do grão para alimentar os animais. Com isso, os produtores conseguiram uma queda de R$ 0,10 nos custos em relação ao mês de março.

O aumento do consumo da carne suína no mercado doméstico, aliado a novas perspectivas de vendas para a China, abriu o horizonte para a cooperativa dos suinocultores de Patos de Minas, a Suinco, que está ampliando para quase três vezes a capacidade de abate do frigorífico. O abate diário de suínos passará de 800 para 2 mil por dia. Segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) a expectativa é que o comércio se mantenha estabilizado para os próximos dias, com a demanda ajustada à oferta. Os preços de venda do quilo do suíno vivo deverão continuar nos mesmos patamar de R$ 2,85.

No mercado de São Paulo, as vendas sofreram pequena queda afetando diretamente o preço pago ao produtor, que segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suinocultores (APCS), recebeu nessa semana R$ 2,77 pelo quilo do suíno vivo.

Já nos estados do Sul, apenas o Rio Grande do Sul apresentou valores de comercialização menores que na semana anterior. O valor máximo de comércio do suíno gaúcho teve queda de R$ 0,07, passando a ser vendido a R$ 2,49, segundo informações da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). Em Santa Catarina, o quilo do suíno vivo se mantém em R$ 2,45, o mesmo acontece no Paraná que manteve estabilizadas as cotações desde o inicio do mês, com R$ 2,50 o quilo.

Declarações

"A gente acreditava na demanda mundial por proteína. Mas a partir da hora que aumentam as exportações, cresce também as oportunidades no mercado interno, por isso, estamos investimento em nosso frigorífico, já de olho nesse demanda".
Cláudio Nasser, Presidente da Cooperativa de Suinocultores

"A tendência do mercado para a próxima semana é de reação nos preços do suíno vivo e da carcaça tanto no atacado como no varejo"
Valdomiro Ferreira, presidente da APCS

“Para a carne suína, a abertura do mercado chinês pode ser uma oportunidade histórica e os produtores catarinenses esperam uma mudança significativa para o mercado nos próximos anos. A expectativa de exportar 480 mil toneladas para os chineses representaria a tão sonhada diversificação de mercados para o Brasil”
Há mais de um mês que os valores de comercialização do quilo do suíno vivo não sofrem alteração na maioria dos estados brasileiros. A boa notícia é que os preços de venda estão sendo mantidos em patamares que atendem as necessidades dos produtores, sempre acima dos valores de produção. Em Minas Gerais, a colheita do milho da safra de verão está começando e embora ainda esteja alto, o preço vem caindo desde o início do ano. De janeiro para cá, a queda é de 30% na região. Essa redução está dando fôlego aos criadores de suínos, que dependem do grão para alimentar os animais. Com isso, os produtores conseguiram uma queda de R$ 0,10 nos custos em relação ao mês de março.

O aumento do consumo da carne suína no mercado doméstico, aliado a novas perspectivas de vendas para a China, abriu o horizonte para a cooperativa dos suinocultores de Patos de Minas, a Suinco, que está ampliando para quase três vezes a capacidade de abate do frigorífico. O abate diário de suínos passará de 800 para 2 mil por dia. Segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) a expectativa é que o comércio se mantenha estabilizado para os próximos dias, com a demanda ajustada à oferta. Os preços de venda do quilo do suíno vivo deverão continuar nos mesmos patamar de R$ 2,85.

No mercado de São Paulo, as vendas sofreram pequena queda afetando diretamente o preço pago ao produtor, que segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suinocultores (APCS), recebeu nessa semana R$ 2,77 pelo quilo do suíno vivo.

Já nos estados do Sul, apenas o Rio Grande do Sul apresentou valores de comercialização menores que na semana anterior. O valor máximo de comércio do suíno gaúcho teve queda de R$ 0,07, passando a ser vendido a R$ 2,49, segundo informações da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). Em Santa Catarina, o quilo do suíno vivo se mantém em R$ 2,45, o mesmo acontece no Paraná que manteve estabilizadas as cotações desde o inicio do mês, com R$ 2,50 o quilo.

Declarações

"A gente acreditava na demanda mundial por proteína. Mas a partir da hora que aumentam as exportações, cresce também as oportunidades no mercado interno, por isso, estamos investimento em nosso frigorífico, já de olho nesse demanda".
Cláudio Nasser, Presidente da Cooperativa de Suinocultores

"A tendência do mercado para a próxima semana é de reação nos preços do suíno vivo e da carcaça tanto no atacado como no varejo"
Valdomiro Ferreira, presidente da APCS

“Para a carne suína, a abertura do mercado chinês pode ser uma oportunidade histórica e os produtores catarinenses esperam uma mudança significativa para o mercado nos próximos anos. A expectativa de exportar 480 mil toneladas para os chineses representaria a tão sonhada diversificação de mercados para o Brasil”
Losivanio de Lorenzi, presidente da ACCS

 

 

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ABCS

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