MAPA indica evolução mais comedida do frango nos próximos dez anos

Publicado em 22/06/2011 08:30 246 exibições
De acordo com o estudo “Brasil – Projeções do Agronegócio – 2010/2011 a 2020/2021”, da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, a produção brasileira de carne de frango – que em 2011 pode chegar aos 12,8 milhões de toneladas – tende a iniciar a próxima década (2021) com um volume próximo dos 16 milhões de toneladas.

Na avaliação da AGE, nestes próximos 10 anos a produção de carne de frango tende a se expandir a uma média de 2,6% ao ano, índice superior aos previstos para as carnes bovina e suína, cujas expansões devem girar em torno de 2,2% e 1,9% ao ano, respectivamente.

Sem dúvida é estimulante saber que o melhor índice de expansão continua com a carne de frango. Porém, há um detalhe aí que não pode ser ignorado: o índice de expansão anual indicado pelo MAPA é bem mais comedido que aquele que vem sendo observado na prática.

Assim, por exemplo, nos cinco primeiros meses de 2011 a produção de carne de frango registra aumento de mais de 7% sobre idêntico período de 2010. Um índice que, mantido no restante do ano, vai redundar em uma produção superior a 13 milhões de toneladas do produto – volume quase 100% superior ao registrado há 10 anos e que equivale a uma expansão média anual também superior a 7%.

Vale notar, aqui, que as projeções do MAPA sobre a tendência da produção de carnes no Brasil não difere muito das projeções efetuadas por organismos internacionais (como FAO e OCDE) sobre a tendência da produção de carnes no mundo. Ou seja: o caminhar mais comedido não é particularidade nossa, é tendência mundial – porque o mundo inteiro continua em crise. E quem ignorar essa realidade tende apenas a quebrar a cara.

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AviSite

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