Anvisa prepara normativa que libera ovos enriquecidos

Publicado em 11/08/2011 10:44 249 exibições
Alimentos enriquecidos com vitaminas, proteínas e minerais estão fazendo a cabeça de muitos consumidores. Foi o que levou algumas empresas avícolas a lançarem os ovos enriquecidos com Ômega 3. O mais conhecido benefício do Ômega 3 é a sua capacidade de auxiliar na redução dos níveis de colesterol e triglicérides, assim como da pressão arterial.

Embora o Ômega 3 já esteja naturalmente presente no ovo, o alimento pode ser ainda mais enriquecido com o nutriente, através da suplementação, na ração, do precursor dos ácidos graxos Ômega-3: o ALA ( ácido alfa linolênico), contido na semente de linhaça. Dessa forma, a ave consegue produzir os ácidos Ômega-3 mais nobres – o EPA ( ácido eicosapentaenóico) e o DHA ( ácido docosahexaenóico), o que o organismo humano não consegue ou tem extrema dificuldade.
Atenta a uma melhor definição do que seja esse enriquecimento no ovo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a propor ao Ministério da Agricultura, no final de 2010, a suspensão de autorização para a rotulagem “ovos enriquecidos com Ômega 3”. A petição ocorreu porque a Anvisa ainda não tinha entre suas normativas nada específico sobre o assunto. Mas, através de reuniões com o órgão, o setor de postura comercial brasileiro, representado pela Ovos Brasil e pela Associação Paulista de Avicultura (APA), conseguiu, no prazo de seis meses, apresentar explicações e justificativas.

A normativa entrou em consulta pública e, após esse período, a Anvisa aceitou as justificativas do setor e já avisou que vai liberar a rotulagem para o ovo enriquecido. Agora, o produto está novamente legalizado. Falta apenas a publicação da normativa, que, inclusive, vai harmonizar a liberação com os demais países do Mercosul.

Tags:
Fonte:
Avisite

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

0 comentário