Arroz: Recorde de exportações pode refletir no mercado

Publicado em 10/01/2012 08:15 519 exibições
Menor estoque de passagem poderá beneficiar os preços ao produtor em 2011/12.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deverá divulgar nesta terça-feira nova previsão para a safra 2011/12. Uma das informações já se pode antecipar que será positiva para o setor: o quadro de oferta e demanda deverá apresentar um estoque de passagem menor do que o previsto. Isso, porque o Brasil está batendo o recorde de exportações. No mês de dezembro foram exportadas 141,3 mil toneladas de arroz em base casca, contra a importação de 76,9 mil toneladas.

Em 10 meses do ano comercial, o volume de grão exportado supera 1,75 milhões de toneladas e deve aproximar-se de 2 milhões de toneladas, apesar do arrefecimento dos mecanismos de comercialização, como o PEP. O presidente da Federarroz, Renato Rocha, destaca que este volume é quatro vezes maior do que as 500 mil toneladas de exportação previstas inicialmente. “A média mensal de embarques para o exterior supera as 175 mil toneladas. É possível superar o envio de 2 milhões de t ao mercado internacional”, destaca.

No último levantamento de safra, a Conab projetava 1,7 milhões de toneladas de exportação, o que já foi superado. As vendas de 2011/12 seguiram para 76 países, ampliando em 10% as nações clientes. A África é o principal destino do arroz brasileiro, seguida da América Central e Caribe e da América do Sul e Oriente Médio. O arroz beneficiado, principalmente o parboilizado, representa 60% das exportações, contra 25% dos quebrados. As importações devem se manter na média histórica, pouco acima de 800 mil toneladas. Até dezembro foram 712 mil. A Argentina é o maior fornecedor brasileiro, seguida do Uruguai e do Paraguai. Cerca de 65% do produto que entra no país é beneficiado.

Para Renato Rocha, a redução do estoque de passagem pode ter reflexos nos preços do arroz em 2012. “Mas, é preciso que o governo mantenha os mecanismos para o mercado interno (EGF, AGF, OPÇÕES e outros) e que garantam o escoamento da safra (PEP) e que sejam implementadas várias medidas, como a armazenagem pessoa física, remoção de estoques públicos, o uso alternativo do arroz, como ração animal e etanol e, também, ações para o aumento do consumo do cereal, que é altamente recomendável do ponto de vista da saúde pública”, declara. Segundo ele, quanto menor o estoque de passagem, mais ajustado o mercado e mais adequados os preços ao produtor. “Se fizermos uma análise das últimas safras veremos que o produtor merece preços bem melhores para recuperar-se do lucro que ficou pelo caminho”, avisa.

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Federarroz

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