Ministro da Agricultura critica atuação da Conab no combate à escassez de grãos

Publicado em 27/09/2012 15:05 502 exibições
A atual estrutura da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, está com os dias contados, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho. Em conversa com jornalistas que cobrem a área, em Brasília, Mendes Ribeiro voltou a criticar a atuação do órgão, que teria que garantir a distribuição de grãos este ano, quando várias regiões do país sofreram com a escassez do produto em função da seca.

“Nunca vi nada igual na minha vida. Esta falta de planejamento e de preparo da Conab como um todo. A Conab tem que mudar e vai mudar. Eu não posso mais conviver com a falta de produto”, disse. Mendes Ribeiro Filho destacou a falta de armazéns em regiões do país que dependem dessa estrutura e o problema de sucateamento de armazéns em outros estados.

No início de setembro, o ministro Mendes Ribeiro Filho já havia reconhecido problemas no transporte do milho para as regiões Norte e Sul, quando garantiu que o problema seria resolvido, o que não conseguiu desde então.

Nos últimos meses, representantes da Conab alegaram problemas com o frete de caminhões, em função de greves no setor, como umas das dificuldades para garantir a distribuição dos grãos. O Exército Brasileiro foi acionado pelo Mapa para amenizar a escassez de milho no Semiárido nordestino e outras regiões afetadas pela estiagem.

Ao reconhecer o problema que esvaziou os leilões realizados pela companhia para transporte de grão e os impactos da seca e da crise do milho, o ministro da Agricultura explicou que o governo está trabalhando na definição de algumas medidas, como a elaboração de um Plano Nacional de Armazenamento.

“O plano já vai prever que tenhamos, em determinados estados, a condição para não vivermos as situações que vivemos este ano, como o milho em céu aberto em Mato Grosso. E se chove? O que vou dizer para a torcida?”, questionou.

Segundo ele, o governo tem mantido diálogo permanente com governadores e a Conab está levantando as informações no país, mas admitiu que, em algumas situações, o ministério não tem como agir. “Não posso pagar pelo milho mais que o preço do milho. O milho subiu e não tem como comprar. Caminhão, não tenho como contratar, porque faço o leilão e ninguém aparece. O governo pode ajudar, mas tem situações que são impossíveis”.

Sem descartar possíveis demissões na Conab, Mendes Ribeiro ainda acrescentou: “O que critico é a falta de previsão. Por isso, a política agrícola diferenciada, por isso [defendemos] a regionalização [outra medida estudada pelo Mapa], para termos uma situação diferente no ano que vem”, acrescentou.
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Fonte:
Agência Brasil

2 comentários

  • Luiz Carlos Sobrinho Aparecida de Goiãnia - GO

    - A situação é de doer o dente, imagine um pais com safra recorde de Milho e Soja.

    - E muitos animais morrendo de fome em muitas regiões.

    - Muitos granjeiros reduziu seu plantel ( avicultores ).

    - Suinocultores estão a bancarrota.

    - Bovinocultores não tem como confinar .

    - Não tem estoque regulador e guando tem chega atrazado nas regiões consumidoras .

    - Muitos animais morreram por falta de milho e soja e maltratar animais é crime .

    - Então o MAPA e a Conab deveria ser responsabilizada por isso.

    - se o Brasil sofresse com uma estiagem igual dos EUA.

    - Quem morreria seria os Brasileiros.

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  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Conheço bem muita gente da CONAB. O problema não está lá, exceto por algum dirigente comissionado isto, está lá sem Concurso, por apadrinhamento politico. Ministro, aumenta o preço do frete que muitas Empresas se apresentarão. Este é outro problema que não é da CONAB mas sim da Lei Geral de Licitações... geralmente pequenas Empresas não conseguem participar, tal é a exigência burocrática. Ademais, N U N C A se deve esperar nada tecnicamente lógico de politico nenhum. Vide exemplo "Caminhões do Exército" para transportar milho.... vide fita métrica para discutir largura de mata ciliar e centenas de outros exemplos.

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