Clima tem propiciado condições favoráveis para o trigo no RS

Publicado em 08/08/2013 18:33
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A cultura do trigo vem se desenvolvendo muito bem no Rio Grande do Sul, uma vez que o clima ameno, com baixa umidade, boa luminosidade e noites frias tem propiciado ótimas condições para o crescimento do grão em todas as regiões produtoras. Segundo técnicos e agricultores, há um bom tempo que as lavouras não apresentavam aspecto visual e potencial produtivo tão bom. 

Informações coletadas pela Emater/RS-Ascar indicam que o aspecto sanitário é considerado excelente na maioria dos casos, com as lavouras apresentando coloração verde intenso e bom perfilhamento. No momento, os agricultores intensificam a aplicação de nitrogênio em cobertura e o controle de invasoras e moléstias. A partir de agora, o clima deverá ser a maior preocupação dos triticultores, tendo em vista o aumento gradativo do percentual de lavouras que começam a entrar nas fases de elongação/floração, consideradas sensíveis à baixa temperatura e às geadas. O total de lavouras nesse estágio chega a 4%. 

As condições climáticas continuam beneficiando a canola, mesmo com os danos causados a algumas lavouras pelas geadas ocorridas no final do mês de julho, determinando o abortamento de flores. Mesmo assim, em geral, a cultura segue nas fases de desenvolvimento vegetativo e floração, apresentando, ainda, um bom padrão de lavoura e um bom potencial produtivo, mantendo-se acima das estimativas iniciais. O valor de referência para negócios está em R$ 58,00 por saca (equivalente ao preço da soja). 

No Litoral Norte, os bananais estão em produção, com frutos apresentando boa qualidade. Não foram registradas perdas ocasionadas pelas baixas temperaturas. A colheita na região é realizada ao longo do ano. Em todos os meses do ano há formação de brotação, surgimento e desenvolvimento de novos cachos, colheita e comercialização. No momento, os agricultores reclamam da forma de classificação da banana de segunda, que reduz em 50% o valor recebido. Da mesma forma, o peso das caixas é fator de descontentamento entre os agricultores. A comercialização está com a alta dos preços nos principais mercados do país, com isso houve reação positiva na cotação do mercado local. A cotação de preços pagos ao produtor na região do Litoral Norte é considerada boa, com os seguintes valores: banana prata, R$ 24,00 a caixa com 20 kg do produto de primeira qualidade e R$ 12,00 para a banana de segunda qualidade; banana caturra (nanica), R$ 12,00 a caixa com 20 kg para produto de primeira qualidade e R$ 6,00 para banana de segunda. 

O somatório das condições climáticas das duas últimas semanas - a intensidade e qualidade do frio, a alta e prolongada insolação, gradativa subida da temperatura e, no final, chuvas de media/alta intensidade, propiciaram condições para o desenvolvimento da florada de diversas variedades de pêssegos. A variedade Chimarrita, material semi-precoce e a mais plantada na região da Serra, encontra-se em florescimento pleno, mesmo nos locais de maior altitude em que é cultivada. Em localidades de mesoclima mais quente, como o Vale do Rio Caí, as cultivares mais precoces já apresentam frutos nos seus primeiros estágios de crescimento. Na região Sul, os produtores fazem a limpeza dos pomares e intensificam a poda. Seguem os tratamentos fitossanitários da fase de floração nos pomares cultivados com variedades mais precoces. O frio, até o momento, é favorável à cultura do pêssego. 

O rebanho bovino de corte gaúcho, quando mantido exclusivamente no campo nativo, está perdendo peso devido à redução da oferta de alimentos, pois estas espécies forrageiras naturais estão queimadas pelas baixas temperaturas e fortes geadas que ocorreram no período na maioria das regiões produtoras do Estado. Por outro lado, os animais mantidos em pastagens cultivadas, especialmente nas áreas de gramíneas anuais de inverno, como aveia e azevém, ou confinados, apresentam bom ganho de peso. As condições sanitárias dos animais, de maneira geral, continuam satisfatórias, pois predominaram períodos caracterizados pelas baixas temperaturas, porém associadas com baixos teores de umidade, condições pouco favoráveis à proliferação de doenças e parasitas, especialmente verminoses e carrapatos. 

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Fonte: Emater/RS

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