Com melhora das condições climáticas, campos nativos começam a rebrotar

Publicado em 04/10/2013 18:18
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O mês de outubro se caracteriza no Rio Grande do Sul por um período de carência de pasto denominado de vazio forrageiro da primavera. Nesta situação, as pastagens anuais e perenes de inverno, especialmente aveia e azevém, encerram seu ciclo vegetativo, e as espécies forrageiras anuais e perenes de verão (milheto, capim Sudão, sorgo forrageiro, aveia de verão e Tifton, entre outras) ainda estão sendo cultivadas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, embora estas espécies forrageiras anuais tenham elevado teores de proteína e capacidade nutricional, em muitos municípios recém iniciou sua implantação e os primeiros pastoreios só deverão se intensificar a partir na segunda quinzena de novembro. No momento, as condições climáticas favorecem a brotação de algumas espécies forrageiras nativas dos campos naturais, complementando assim a dieta alimentar dos rebanhos, principalmente bovinos e ovinos com volumoso.
 
Apesar dessa redução da qualidade e da quantidade das pastagens cultivadas de inverno disponíveis nas propriedades rurais, a produção de leite permanece estável na maioria das bacias leiteiras do Estado, em função da complementação alimentar do rebanho com silagem, fenos, rações e concentrados, elevando os custos da atividade. Mesmo assim, o preço do litro de leite está em ascensão em todas as bacias leiteiras, com uma variação positiva de 2,27%, em relação à semana passada.
 
UMIDADE ATRASA PLANTIO DE GRÃOS
O plantio das culturas de verão no Estado avançou pouco durante a semana, em decorrência da umidade causada pelas chuvas registradas recentemente em zonas importantes de produção. Na Fronteira Oeste e no Centro-Leste do Estado, o plantio do arroz avançou de forma lenta, aumentando apenas para a 3% do total, contra uma média para o período de 6% e dos 8% registrados ano passado. Essas primeiras áreas estão localizadas onde o sistema de plantio pré-germinado é bastante comum.
 
No milho, a safra atual alcança 47% da área cultivada, também ficando abaixo dos percentuais em anos anteriores. O solo bastante úmido freou o ingresso de máquinas nas lavouras. As lavouras recém-semeadas apresentam um desenvolvimento inicial mais lento.
 
O excesso de umidade em muitas áreas dificulta a semeadura do feijão 1ª safra, que na última semana avançou em ritmo lento. A lavoura emerge de forma normal, sem maiores problemas de sanidade.
 
Com a perspectiva de uma condição meteorológica mais seca para os próximos dias, essa diferença deverá ser recuperada. Se, por um lado, as chuvas têm limitado um avanço mais efetivo da semeadura, por outro, traz certo alento aos produtores de arroz, no sentido de segurança com relação a uma maior disponibilidade de água para irrigação, haja vista a recuperação de boa parte das barragens.
 
No trigo, mesmo com alguns episódios climáticos desfavoráveis, as lavouras ainda apresentam bom potencial de produção. De maneira geral, a cultura evoluiu rapidamente para o estágio de enchimento de grão, mantendo o desenvolvimento dentro do esperado, com boa condição sanitária e perspectiva de boa colheita. Nas regiões das Missões e Fronteira Noroeste, são contabilizadas perdas pontuais em algumas lavouras, causadas pelas geadas ocorridas semanas anteriores, o que resulta em algumas poucas solicitações de Proagro. Entretanto, o mercado tem se mantido aquecido e comprador, visto que o estoque do governo está zerado e existe muito pouco trigo remanescente a ser comercializado.
 
Na fruticultura, o pêssego na região do Alto Uruguai está em fase de floração e formação de frutas. Houve alguns danos localizados, que provocou a queda de frutos, com as geadas e chuvas excessivas dos últimos períodos. Naquela região, os produtores estão instalando armadilhas para monitoramento de Cydia pomonella. Já na região Sul, os produtores realizam o raleio dos frutos. O “Programa Sistema de Alerta”, parceria entre Embrapa, UFPel, Emater/RS-Ascar e Sindocpel, que emite um boletim todas as quintas-feiras, continua recomendando a utilização de iscas tóxicas para o controle da mosca das frutas.

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Fonte: Emater/RS

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