Trigo: Com preços mais baixos, negócios seguem em ritmo lento no RS

Publicado em 21/11/2013 16:50 619 exibições

O avanço da colheita do trigo no Rio Grande do Sul tem pressionado os preços do cereal, situação que já preocupa os produtores. De acordo com o boletim de acompanhamento de safras da Emater/RS, divulgado nesta quinta-feira (21), a colheita alcança 85% da área total no estado. 

Na região de Passo Fundo (RS), produtores relatam que, desde o início da colheita, os preços já baixaram de R$ 48,00 a saca de 60 kg para R$ 38,00. Durante esta semana os valores apresentaram uma queda de 1,60% em relação à semana anterior, atingindo o patamar de R$ 36,86, conforme apurou o informativo da entidade.

O produtor rural de Nova Ramada (RS), Márcio Roberto Spitzer, destaca que não há compradores no mercado, apesar da alta qualidade do produto. Ainda de acordo com a Emater, as chuvas registradas, especialmente na região Norte do estado, ainda dificultam os trabalhos nos campos, porém, mesmo com o índice de umidade elevado, a qualidade do cereal colhido é boa.

“Os moinhos estão cancelando os contratos fixados anteriormente, a R$ 680,00 a tonelada, sem justificativas. Acreditamos que o trigo importado sem a TEC seja mais barato, por isso, as empresas adotam essa postura. Estamos desanimados, pois ano passado quando o trigo tinha baixa qualidade havia compradores”, afirma o produtor rural.

Para o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, os principais fatores que tem dificultado a comercialização do produto gaúcho é a importação de trigo sem TEC (Tarifa Externa Comum) de outros países, como Estados Unidos e Canadá. Além disso, o ICMS(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado sobre o cereal, também atrapalham as negociações. 

Esta semana, o Governador do estado, Tarso Genro, anunciou um projeto de redução da tarifa de 12% para 8% para os estados da Região Sul e Sudeste até o final de janeiro. A medida deve contribuir para a comercialização da safra, projetada em quase 3 milhões de toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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