Arroz: Exportações e clima impulsionam recuperação de preços

Publicado em 03/12/2013 07:53 313 exibições

Um conjunto de fatores positivos elevou as cotações do arroz em casca no Rio Grande do Sul em 4,3%, em média, entre os dias 1º e 28 de novembro. Na quinta-feira (28.11) a cotação média do indicador de preços do arroz em Casca ESALQ/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa alcançou R$ 35,00. Em dólar, pela cotação do dia, a saca de 50 quilos (58x10) equivale a US$ 15,09.

Três fatores foram fundamentais para este comportamento de preços firmes: o fluxo de exportações de setembro e outubro, que vem sendo mantido em novembro com boa demanda para o exterior, as chuvas intensas que alagaram e exigirão o replantio de milhares de hectares no Estado e as alterações tributárias que estão gerando uma concentração das compras, pelas indústrias locais, do arroz gaúcho. As vendas externas em alta projetam um quadro de oferta e demanda ajustado. E os eventos climáticos indicam uma redução na produtividade da área replantada ou cultivada fora do período ideal. E o fator tributário indica um aumento da demanda interna, em detrimento das importações.

O câmbio, com o dólar valorizado, também impulsiona os embarques e mantém a demanda maior na Zona Sul, nas proximidades do Porto de Rio Grande. Na região, já são reportados negócios na faixa de R$ 37,00 (livres) e R$ 36,00 em Santa Maria (na Depressão Central). O mesmo patamar foi alcançado em agosto, quando o governo federal liberou estoques públicos em leilões e controlou os preços. O movimento é similar. Em função do mercado, a indústria ampliou sua demanda e os produtores recuaram aguardando preços maiores. Nesta quinta-feira representantes dos produtores gaúchos estiveram reunidos com dirigentes do MAPA em Brasília (DF) para discutir os termos de liberação dos estoques que vêm sendo reivindicada pela indústria. Houve a solicitação de reajuste do Preço de Liberação de Estoques (PLE), de acordo com o carregamento até o final do ano.

Nesta sexta-feira, Conab e MAPA devem avaliar as cotações médias no Rio Grande do Sul, já que em alguns municípios da Campanha e da Fronteira Oeste, principalmente, os preços não reagiram da mesma maneira que nas regiões litorâneas e, em menor proporção, na Depressão Central. A expectativa é de que a média das cotações, pelos critérios da Conab, supere os R$ 33,28, disparando o gatilho dos leilões de estoques públicos. Com isso, a expectativa é da publicação de um edital, até a próxima semana, com oferta de pelo menos 50 mil toneladas de arroz em casca.

Porém, faltando 70 dias para o início da colheita das primeiras lavouras gaúchas, o governo federal vai realizar uma oferta cautelosa, considerando que uma queda substancial das cotações neste período pode obriga-lo a altos investimentos para recuperar os valores a partir de fevereiro. Inicialmente o governo federal deverá realizar um primeiro leilão, avaliar os seus resultados e, a partir de então, definir a estratégia de intervenção no mercado.

De qualquer maneira, a alta dos preços deve bater no seu teto nos próximos dias por conta desta intervenção. As regras do governo federal são claras e do conhecimento da cadeia produtiva. 

MERCADO

A Corretora Mercado, de Porto Alegre (RS), indica preços médios de R$ 34,80 no Rio Grande do Sul para a saca de 50 quilos do arroz em casca. O cereal beneficiado, Tipo 1, em sacas de 60 quilos, é cotado a R$ 67,50 (sem ICMS). Já entre os subprodutos, o canjicão é cotado a R$ 38,20 e a quirera a R$ 34,00 (ambos em 60 quilos/FOB). A tonelada do farelo de arroz (FOB/Arroio do Meio (RS) é cotada a R$ 380,00.

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Fonte:
Planeta Arroz

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