Trigo RS: Nova safra é estimada em 3 milhões de toneladas

Publicado em 23/05/2014 09:37 394 exibições

Trigo - A Gerência de Planejamento, através do Núcleo de Informações e Análises - NIA – finalizou, na segunda semana de maio, o 1º Levantamento Sobre a Intenção de Plantio da Safra de Trigo 2014. Neste primeiro levantamento, o NIA levou em consideração as informações postadas por 212 municípios durante a primeira quinzena deste mês de maio. Na soma, o conjunto destes 212 municípios representa 83,37% do possível universo a ser plantado nesta safra. 
Percentualmente, a maior variação foi registrada em Erechim (20,27%), seguida de Lajeado (19,65%). Em termos absolutos, a maior área cultivada ficará (novamente) com Ijuí (331.3 mil ha), seguida de Santa Rosa (296,7 mil ha). Em âmbito estadual, o crescimento deverá ser (neste primeiro momento) de 8,89% em relação à safra passada, projetando uma área total de 1.153 milhão de hectares. 
A tendência apresentada pelas médias municipais nos últimos dez anos, ponderadas regionalmente, indica que a média em âmbito estadual poderá ser de 2.735 kg/ha, projetando uma produção total de 3,154 milhões de toneladas para o RS. Quanto à produtividade média inicial, ela é 13,55% menor do que a obtida no ano passado (a maior até hoje registrada é de 3.164 kg/ha), porém se situa 5,43% acima da média dos últimos cinco anos. Já a produção teria recuo de 5,87% em relação ao ano passado, mas, mesmo assim, acima dos três milhões de toneladas, pelo segundo ano consecutivo. 
A expectativa é de que o RS tem todas as condições para atingir o patamar indicado pelo levantamento. O nível tecnológico empregado na cultura tem crescido ano a ano, assim como o grau de capitalização do produtor, motivado por duas excelentes safras de verão (2013 e 2014) e mesmo pela excelente safra de inverno passada (2013). Na realidade, o que pode impedir tal situação de otimismo é a alta probabilidade (segundo vários meteorologistas) da instalação do fenômeno El Niño a partir do próximo inverno, início de primavera. Quando isso ocorre, as culturas de inverno tendem a ser seriamente afetadas pelo excesso de umidade, principalmente quando as lavouras se encontram nas fases críticas de floração e formação de grão. Nesse caso, tanto a produtividade como a qualidade do produto são seriamente afetados.

Feijão 2ª safra - A safrinha encontra-se majoritariamente nas fases de enchimento de grãos e maturação final, com a colheita já atingindo aproximadamente 60% da área inicialmente estimada. A produtividade em nível macro é considerada boa, mesmo com pequenos contratempos (frio na floração) que atingiu algumas áreas pontuais no Estado no período passado, prejudicando o potencial produtivo. Nas regiões onde a colheita está mais avançada, a qualidade do produto retirado da lavoura tem sido considerada muito boa, sendo em sua maioria tipo 1 e com bom aspecto comercial. Na região Centro-Serra foi constatado que algumas lavouras foram atacadas tardiamente por lagartas Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda, porém sem maiores danos para a cultura. 
A situação que mais preocupa os agricultores neste momento é com a comercialização, pois muitos atacadistas estão com boas quantidades estocadas e com pouco interesse de compra, uma vez que existe oferta de produtos de outras origens a preços mais competitivos dos que vinham sendo praticados no período anterior.Novamente nesta semana, mas com pequeno percentual, a saca de feijão preto de 60 kg no RS teve redução, caindo mais 0,47%, baixando o valor médio para R$ 128,40. 

Leia o boletim na íntegra no site da Emater/RS

 

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Emater/RS

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