Produtores de arroz no sul do RS sofrem com chuvas intensas e risco de perder até 50% da safra

Publicado em 11/01/2019 16:00
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As fortes chuvas que caem na região sul do Rio Grande do Sul também ameaçam os produtores de arroz. O mês de janeiro apresenta volumes históricos de chuva e enchentes em diversos rios como Uruguai, Santa Maria e Rio Negro pelos grandes volumes em pouco tempo.

“O arroz irrigado, em sua grande maioria cultivado nas áreas de várzea e encostas, hoje devemos ter mais de 50% dessas áreas com bastante água e sob enchente. Outro fator é o grande número de dias nublados e o arroz necessita da luz solar para acumular os nutrientes necessários para o enchimento dos grãos. Então, estamos muito preocupados com as possíveis quebras nas lavouras de arroz, principalmente se confirmarem essas previsões, continuar chovendo e as lavouras ficarem três ou quatro dias em baixo da água e, aí sim, podemos ter mortes de plantas e produtores com prejuízos de até 50%”, afirma Rodrigo Borba Móglia, presidente do Sindicato Rural de Bagé/RS em entrevista para o Notícias Agrícolas.

Diante desse cenário, o produtor deve buscar reduzir os custos e aguardar que as chuvas parem de atingir a região para poder garantir a produção nessa safra, sob risco de não conseguirem fechar a conta dos custos de produção que aumentaram muitos nos últimos anos e até mesmo deixar o cultivo do arroz, substituindo-o por outras culturas.

“O produtor deve segurar de toda maneira os custos de produção. Nós já tivemos aqui uma redução de 10% na área plantada de arroz justamente por essa baixa remuneração da cultura. Os produtores que permanecem na cultura permanecem as custas de sua eficiência e aumento da produtividade, mas em determinado ponto a corda estica até que arrebenta. Nós já temos muitas áreas que foram substituídas por soja e até mesmo pela pecuária e, se confirmando essas quedas e os preços não melhorarem, provavelmente no próximo ano teremos uma diminuição ainda maior na área de arroz”, comenta Móglia.

Confira a entrevista completa do presidente do Sindicato Rural de Bagé, Rodrigo Borba Móglia.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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