Caminhões com grãos estão "travados" em porto da Rússia por coronavírus, diz IFX

Publicado em 03/04/2020 14:59

MOSCOU (Reuters) - Caminhões com até 4.500 toneladas de grãos da Rússia estão parados na entrada do porto de Novorossiisk, na região do Mar Negro, o principal terminal de exportação do país, devido a um regime estabelecido por governos regionais em meio à pandemia de coronavírus, noticiou a agência Interfax nesta sexta-feira.

A Rússia, maior exportadora de trigo do mundo, registrou até aqui 4.149 casos de coronavírus e 34 mortes, números muito infeiores aos de outros grandes países da Europa Ocidental.

Há 173 caminhões na entrada do porto de Novorossiisk e autoridades não estão permitindo que os caminhoneiros acessem o local, disse a Interfax, citando Denis Demenkov, presidente do NKHP, um dos terminais de grãos do porto.

"Eles precisam de um passe para entrada. Os caminhoneiros dizem que solicitaram os passes, mas que não os receberam ainda", afirmou Demenkov à Interfax. O atraso no transporte de grãos pelos caminhões pode resultar em perdas para os exportadores, acrescentou ele.

O porto de águas profundas de Novorossiisk, parte da região de Krasnodar, concentra diversos terminais de grãos, que fornecem os produtos russos para mercados externos.

A Rússia não impôs restrições severas aos embarques de grãos, mas determinou uma cota de exportação de 7 milhões de toneladas para o período entre abril e junho --cifra em linha com o que o mercado global esperava que fosse fornecido pelo país no período. [nL1N2BK0UJ]

(Reportagem de Polina Devitt)

Tags:

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Arroz/Cepea: Preços seguem firmes com oferta limitada e demanda aquecida
Frísia apresenta feijão-mungo como alternativa para a segunda safra no Tocantins
Ucrânia planeja aumento de 4,2% na área plantada com grãos de primavera em 2026
Canola ganha espaço e avança como cultivo estratégico no Brasil
Conab: Safra de Grãos está estimada em 353,4 milhões de toneladas no ciclo 2025/26
Preço do feijão dispara no Brasil: consumidor já sente a alta no supermercado?