Exportação de arroz da Índia é suspensa por interrupção na cadeia de oferta

Publicado em 03/04/2020 15:28

Por Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj

MUMBAI/NOVA DÉLHI (Reuters) - Comerciantes de arroz da Índia pararam de assinar novos contratos de exportação em meio ao isolamento nacional que visa conter a disseminação do coronavírus, uma vez que a escassez de mão de obra e as interrupções logísticas afetaram até mesmo a entrega de contratos já existentes, segundo membros do setor.

A paralisação nos embarques da maior exportadora de arroz do mundo está permitindo que países rivais, como a Tailândia, aumentem suas exportações no curto prazo, além de impulsionar os preços globais do produto, forçando milhões de consumidores de baixa renda na África a pagar mais caro pelo alimento.

"Os embarques estagnaram, já que o transporte se tornou muito complicado por causa do 'lockdown'. Os motoristas não estão vindo e a mão de obra não está disponível em usinas e portos", disse B.V. Krishna Rao, presidente da Associação de Exportadores de Arroz da Índia (REA, na sigla em inglês).

Operadores do mercado de arroz indiano deixaram de oferecer cotas a compradores externos, já que não têm certeza de quando conseguirão enviar seus carregamentos, afirmaram à Reuters quatro grandes exportadores.

Os volumes de exportação da Índia recuaram em quatro vezes, disse Prem Garg, presidente do conselho do Lal Mahal Group, que exporta arroz para mais de 44 países.

Segundo o primeiro-ministro Narendra Modi, a Índia saíra do "lockdown" de três semanas, gradualmente.

Tags:

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Arroz/Cepea: Preços seguem firmes com oferta limitada e demanda aquecida
Frísia apresenta feijão-mungo como alternativa para a segunda safra no Tocantins
Ucrânia planeja aumento de 4,2% na área plantada com grãos de primavera em 2026
Canola ganha espaço e avança como cultivo estratégico no Brasil
Conab: Safra de Grãos está estimada em 353,4 milhões de toneladas no ciclo 2025/26
Preço do feijão dispara no Brasil: consumidor já sente a alta no supermercado?