Anec eleva projeções de exportações de milho, soja e farelo em novembro

Publicado em 11/11/2020 07:33 e atualizado em 12/11/2020 09:28

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de milho do Brasil em novembro alcançará 4,8 milhões de toneladas, ante 4,15 milhões estimadas na semana anterior, de acordo com levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que considera embarques e a programação dos navios.

Com isso, a exportação de milho do país neste mês deve superar novembro do ano passado em cerca de 300 mil toneladas, enquanto no acumulado de 11 meses de 2020 os embarques foram vistos em 29,4 milhões de toneladas, versus 38,3 milhões em 2019, ano de vendas recordes do segundo exportador global do produto.

Já a exportação de soja do Brasil deve alcançar 762,7 mil toneladas este mês --ante 688,1 mil previstos na semana passada--, com o país raspando seus estoques após embarques volumosos mais cedo --a Anec avalia que os brasileiros têm potencial de fechar 2020 com embarques recordes de ao menos 83 milhões de toneladas.

Considerando as exportações programadas até novembro, elas já somam 82,1 milhões de toneladas, versus 69,9 milhões no mesmo período do ano passado.

A Anec também elevou a projeção de embarque de farelo de soja em novembro para 1,4 milhão de toneladas, versus 1,2 milhão na semana anterior e 1,1 milhão no mesmo período do ano passado. No ano até novembro, as exportações desse produto estão projetadas em 15,8 milhões, ante 14,4 milhões no mesmo período de 2019.

(Por Roberto Samora)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

El Niño acende alerta para a cultura do arroz no Brasil
Preço mínimo do arroz sobe para R$ 68,07 no Sul
Exportações de arroz aliviam oferta interna e impulsionam recuperação dos preços
Trigo sobe 5% e lidera disparada dos grãos e da soja na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira; impacto é limitado no Brasil
Ucrânia protegerá portos para manter exportação de grãos após ataques, diz vice-ministro
Arroz/Cepea: Oferta restrita sustenta recuperação das cotações; liquidez segue limitada