Análise de marcado do feijão

Publicado em 08/08/2008 16:11

FEIJÃO CARIOCA:O feijão carioca nesta madruga continuou no processo de venda do saldo da semana. No interior os produtores de  Minas e  São Paulo já não estão tão dispostos a atender as demandas por preços mais baixos. O valor das vendas de ontem foram ao redor de R$ 150,00 como mínimo. O que atingiu de fato o mercado e o deixou atônito foi a  atitude do governo de Goiás no que diz respeito à tributação do ICMS.Até agora Goiás seguia lógica de outros estados produtores que entenderam a necessidade de amparar o produtor de feijão, uma vez que o produto é sabidamente um produto de segurança nacional mantendo uma alíquota mais baixa do que os antigos 12% reduzindo para 3%. O Paraná viu crescer sua arrecadação baixando o ICMS para 1% inclusive e retirou da ilegalidade o mercado. Mesmo em Goiás fontes não oficiais afirmam que com a redução houve um incremento significativo de produto declarado, o que aumenta a participação das cidades no fundo dos municípios, impede que o produtor acumule passivo junto ao INSS através da sonegação do FUNRURAL e ainda contribui de forma direta neste período delicado dos custos da cesta básica na manutenção de preços mais baixos.Como o estado está em plena safra, esta atitude está sendo encarada pelos produtores como uma traição, pois foram mudadas as regras do jogo após iniciado. Também no momento em que precisamos estimular o produtor desonerando tudo que for possível, esta medida irá desestimular novos plantios naquele estado.O que vai ocorrer é que entre comprar o feijão de Goiás e comprar de Minas Gerais os produtores Goianos estarão em flagrante desvantagem. O mercado espera que este erro seja rapidamente sanado no momento em que paralelamente se busca junto ao CONFAZ uma alíquota única para feijão não maior que 1%, pois ao contrário disso estes legisladores levianos serão classificados no mínimo como insanos ao encarecer o item número um de nossa cesta básica.

FEIJÃO PRETO: O feijão preto segue com boa procura  e preços estáveis ao redor de R$ 145,00 até R$ 150,00 dependendo da qualidade do feijão.

 

Fonte: Correpar

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