Regulador de crescimento promete mais produtividade e controle no manejo da soja e feijão

Publicado em 01/05/2026 13:20 e atualizado em 01/05/2026 14:02
Nova tecnologia atua na arquitetura das plantas, reduz acamamento e pode elevar rendimento em até 5 sacas por hectare.

Tecnologias voltadas ao aumento de produtividade têm ganhado espaço no campo, e os reguladores de crescimento vêm se consolidando como aliados importantes nesse processo. Ao atuar diretamente no desenvolvimento das plantas, essas soluções ajudam o produtor a extrair mais rendimento por hectare, com ganhos consistentes e melhor controle do manejo.

Um dos principais diferenciais desse tipo de tecnologia está na capacidade de estimular o crescimento de forma equilibrada, favorecendo uma arquitetura mais eficiente das plantas. Na prática, isso significa lavouras mais uniformes, com maior aproveitamento de luz, melhor distribuição de էնergia e aumento do potencial produtivo, especialmente em áreas de alto investimento.

“Stay Up é um produto único no Brasil, sendo uma verdadeira revolução no manejo de soja e feijão. Ele possui uma molécula inédita que traz um novo mecanismo e modo de ação para o mercado”, afirma Vinícius Marangoni.

O uso do regulador atende a uma demanda antiga do produtor: controlar o crescimento sem limitar o desenvolvimento produtivo. Ao reduzir o acamamento — problema que pode comprometer colheita e rendimento — a tecnologia contribui diretamente para preservar e ampliar a produtividade.

“Ela atende uma demanda antiga dos agricultores de controlar o crescimento da cultura e evitar o acamamento, visando redução de perdas e incrementos produtivos”, destaca.

Estímulo ao crescimento produtivo

O funcionamento do regulador está ligado ao equilíbrio hormonal das plantas, especialmente na distribuição da auxina, hormônio essencial para o crescimento. Ao modular esse processo, a tecnologia estimula o desenvolvimento lateral, promovendo maior engalhamento e aumentando o número de estruturas produtivas.“Stay Up atua nas proteínas que conduzem a auxina, equilibrando sua distribuição e reduzindo a dominância apical”, detalha Marangoni.

Com isso, a planta passa a direcionar melhor sua energia, resultando em mais nós produtivos, maior formação de vagens e melhor enchimento de grãos. O resultado são plantas mais compactas, porém mais eficientes.

“Como resultado, temos plantas mais baixas, com melhor arquitetura e maior potencial produtivo”, afirma. Outro ponto relevante é a segurança no uso. “É uma solução segura, que pode ser aplicada inclusive no período reprodutivo, sem riscos para a cultura”, completa.

Ganhos consistentes no campo

Os resultados observados em campo reforçam o potencial da tecnologia como estimulador de crescimento produtivo. Em áreas avaliadas nas últimas safras, os incrementos têm sido consistentes.

“Na média das últimas safras, tivemos incremento de 4 sacas por hectare, com mais de 82% de resultados positivos”, afirma Marangoni. Na safra mais recente, os números indicam avanços ainda maiores. “Os resultados parciais indicam médias superiores a 5 sacas por hectare, com mais de 85% de ganhos”, destaca.

Esses ganhos são mais expressivos em ambientes de alto potencial produtivo, onde a planta consegue responder melhor aos estímulos fisiológicos proporcionados pela tecnologia.

Mais eficiência no manejo

Além do impacto direto na produtividade, o regulador contribui para melhorar o manejo da lavoura. Com plantas mais estruturadas e uniformes, há melhor penetração de luz, maior eficiência nas pulverizações e redução de problemas sanitários, especialmente nas partes inferiores.

“A planta passa a investir mais energia na produção de vagens e grãos”, afirma Marangoni.

Uso estratégico potencializa resultados

Para alcançar o máximo desempenho, o momento de aplicação é determinante. A recomendação é utilizar o produto em fases específicas do desenvolvimento, quando a planta passa por mudanças no padrão de crescimento.

“Os melhores resultados aparecem quando o produto é aplicado entre os estádios V4 e V7/V8, próximos ao início do florescimento”, explica. “Assim como qualquer outro insumo, o manejo correto é fundamental para garantir eficiência”, completa.

A orientação é priorizar áreas com maior potencial produtivo, onde os benefícios tendem a ser mais visíveis. “O ideal é testar o produto nas melhores áreas da propriedade, onde há maior potencial de resposta”, orienta.

Por fim, o acompanhamento técnico é essencial para avaliar o desempenho ao longo do ciclo. “Avaliar o desempenho ao longo do ciclo é essencial para entender como a tecnologia se comporta na prática”, conclui.

 

Por: Michelle Jardim
Fonte: Notícias Agrícolas

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