Inicia colheita da canola no Rio Grande do Sul

Publicado em 28/08/2026 15:13

A colheita da canola iniciou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. A cultura está predominantemente em estágios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27/08), o desempenho das lavouras de canola está satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado.

A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas cultivadas com canola no Estado, que nesta safra totalizam 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 kg/ha.

Na região de Santa Rosa, 7% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo.

Trigo - A cultura de trigo apresenta desenvolvimento dentro da normalidade, embora a baixa luminosidade e as chuvas frequentes tenham limitado o ritmo de crescimento e a execução de operações de manejo nas diferentes regiões produtoras. Predomina no RS o estágio de desenvolvimento vegetativo (61%), e as parcelas mais adiantadas se encontram em floração (28%), enchimento de grãos (10%) e em maturação (1%). A área de trigo projetada para esta Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.

Nas áreas em floração, a combinação de elevada umidade relativa, nebulosidade e precipitações aumentou o risco de incidência de doenças da espiga, especialmente giberela, o que exigiu o monitoramento de possível infecção floral. Também foram observados sintomas de doenças foliares e oídio, sobretudo em cultivos com maior disponibilidade de nitrogênio. O excesso de umidade do solo tem restringido a entrada de máquinas, retardando aplicações de nitrogênio e produtos fitossanitários.

Carinata - As lavouras se encontram em estágios reprodutivos, sendo 63% em floração plena e 27% em enchimento de grãos. Os estádios vegetativo e de maturação correspondem, respectivamente, a 9% e 1% da área cultivada. O desenvolvimento está satisfatório, e houve evolução adequada das estruturas reprodutivas. A melhora da luminosidade durante o período favoreceu a atividade dos polinizadores nas áreas em florescimento e contribuiu para o avanço do enchimento dos grãos nas lavouras mais adiantadas.

Aveia-branca - As lavouras de aveia-branca estão nas fases de desenvolvimento vegetativo (30%), floração (35%), enchimento de grãos (33%) e maturação (2%). Algumas áreas pontuais foram colhidas, mas não apresentam expressão estatística.  Os cultivos no RS apresentam boa sanidade, embora as temperaturas e a recorrência de chuvas tenham influenciado a evolução do ciclo. Em áreas onde o manejo fitossanitário foi realizado com maior intensidade, observa-se melhor condição sanitária; a incidência de doenças é pontual. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

Cevada - A cevada apresenta distribuição fenológica concentrada no desenvolvimento vegetativo, que abrange 78% da área estadual. Estão 16% em floração e 6% em enchimento de grãos. O excesso de umidade e a persistência de condições climáticas pouco favoráveis têm reduzido o ritmo de desenvolvimento, causando amarelecimento na base das plantas. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.

CULTURAS DE VERÃO

Milho - Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período. Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em especial no Noroeste do RS, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual.

A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada. As estimativas para a Safra de Grãos de Verão serão apresentadas durante a 49ª edição da Expointer, que acontece de 29 de agosto a 06 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Fonte: Emater-RS/Ascar

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