Arroz tem alta de 12% em relação aos preços do ano passado

Publicado em 20/01/2010 10:28 964 exibições
O público consumidor está preocupado com os preços de alguns produtos da cesta básica familiar, como o arroz e o açúcar. Esses alimentos tiveram uma alta considerável de 2009 para este ano, e os consumidores querem saber as expectativas para os próximos meses.
O arroz foi um dos primeiros itens a subir de preço nas prateleiras dos supermercados de Uberaba, apontando um crescimento de 12% em comparação ao ano passado.
Segundo Júlio César Silva, gerente de televendas de um supermercado da cidade, o preço do grão era R$ 7,99 e, hoje, ele custa o R$ 8,99. "O aumento se estabeleceu em aproximadamente 12% do valor cotado no ano passado."
Quanto ao preço do açúcar, o salto foi ainda maior, assustando grande parte dos consumidores, principalmente as donas de casa. "Em 2009, o valor que se pagava na compra de um pacote de açúcar girava em torno de R$ 6,94, mas atualmente este número subiu para R$ 8,69, quase 25% a mais da cotação passada", revela o gerente.
O preço da carne também teve uma oscilação, mas este é um caso diferente, pois no ano passado ela aumentou de preço devido às festas de fim de ano e, neste ano, a tendência é voltar ao valor normal. Em 2009, a carne de segunda custava entre R$ 7,99 e R$ 5,99.
A dona de casa Cimarli Augusta Barbosa Nazareth, que faz quitandas para vender, considera um verdadeiro absurdo essa alta de preços dos alimentos básicos. "É muito engraçado, a gente vive nas terras da cana-de-açúcar e mesmo assim os preços estão tão altos. Ficamos apenas com a poluição de tudo, pois preços bons, isso, a gente não tem."
Com relação ao custo da carne, por incrível que pareça, ele foi normalizado, voltando para R$ 5,99. Conforme o comerciante Renato Ferreira, que trabalha no ramo há 18 anos, é comum que no final do ano os preços aumentem, devido à demanda. "Foi o que aconteceu no ano passado, quando a carne de segunda custava cerca de R$ 7,99 e baixou para R$ 5,99. A tendência é que este valor permaneça estável para os próximos meses, até que entre o próximo período da carne, final de agosto e início de setembro."
O feijão também caiu de R$ 2,35 para R$ 1,79, por questões sazonais e de entresafrada do produto.

Assuper - O presidente da Associação de Supermercados do Triângulo Mineiro (Assuper), Joaquim Batista Ribeiro, comenta que, no caso do açúcar, o produto vive o momento da entresafra e isso influencia para a alta dos preços. "Nesse período não há colheita da cana-de-açúcar e, por isso, as usinas acabam usando um estoque regulador."
Para Joaquim Batista, o salto de preço do arroz foi um dos mais exorbitantes. "Acho um exagero este aumento no preço do arroz; o governo deveria intervir nesta variação, colocando aberto todo o seu estoque", posiciona o presidente da Assuper.
A previsão de normalização dos valores de tais alimentos é para os meses de março e abril.
"O feijão é um grão que depende quase que totalmente da incidência das chuvas, pois com ela não há colheita. Para os próximos meses, a tendência é que o preço desse grão tenha uma pequena alta", finaliza Joaquim Batista.
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Fonte:
Jornal de Uberaba

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