Cacauicultores preparam protesto para receber Lula no sul da Bahia

Publicado em 18/03/2010 08:35 489 exibições
LAVOURA Produtores querem medida que facilite pagamento de dívidas e rapidez no PAC do Cacau
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser recebido em Itabuna e Ilhéus, no dia 26, com protestos dos produtores de cacau, inconformados com a ausência de uma solução que facilite o pagamento das dívidas de quase 6 mil cacauicultores e também com a lentidão do Programa de Aceleração do Crescimento criado pelo governo federal para o setor (o PAC do Cacau).

Somadas, as dívidas dos produtores de cacau na Bahia alcançam os R$ 949 milhões, em valores de 2008.

O presidente Lula irá a Itabuna para inaugurar o primeiro trecho do Gasene, gasoduto da integração SudesteNordeste, que tem 1.387 km de extensão e interliga as malhas das duas regiões do País, estendendo-se do Rio de Janeiro à Bahia, levando para o Nordeste o gás natural produzido nas bacias do Sudeste.

A obra é da Petrobras em parceria com a Bahiagás.

Negociações "A Lei 11.775 permite a negociação de apenas R$ 472 milhões", admite o diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Jay Wallace Mota. A Ceplac é ligada ao Ministério da Agricultura.

Esta semana, negociações que envolveram a Federação da Agricultura da Bahia (Faeb), o governo do Estado e a Ceplac no Senado foram frustradas pelo trancamento da pauta do plenário, impedindo ontem a votação da Medida Provisória (MP) 470. O documento, que trata de abertura de créditos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, passou a abrigar emendas com pleitos dos produtores: redução do número de faixas de descontos para pagamento das parcelas da dívida, inclusão de 4.448 contratos entre aqueles que têm direito à prorrogação do pagamento dentro do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) Verde e aquisição, pelo Banco do Nordeste, das hipotecas de 1,3 mil produtores permitindo que eles voltem a ter acesso ao crédito.

A maior parte das emendas leva a assinatura do senador César Borges (PR). De acordo com Jay Wallace, da Ceplac, somente a emenda relacionada aos 1,3 mil produtores com dívidas dentro do Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA) faria respirar um grupo que está endividado em R$ 342,4 milhões e que é responsável por um quarto da área plantada na região cacaueira mas que não pode voltar a contrair empréstimos porque está com suas garantias primárias presas ao Banco do Brasil.

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A Tarde

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