Cultivar de feijão bem-sucedida no PR será recomendada para outras regiões do País

Publicado em 27/04/2010 13:56 384 exibições
Rendimento do primeiro ano de cultivo do IPR 139 chega a 3.500 quilos por hectare no Paraná

Causador de grande expectativa entre os feijoicultores paranaenses, o IPR 139 tem apresentado um rendimento médio superior a 3.500 quilos em lavouras de sementes básicas. Descendente do Juriti, o material do grupo carioca tem aptidão para a colheita mecânica com porte ereto, excelente qualidade culinária e nutricional de grãos. Pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Nelson da Silva Fonseca Junior observa que além de oferecer maior tempo de vida de prateleira, a cultivar é uma alternativa para evitar o problema de depreciação da safra nos anos de maior oferta de feijão.

— Embora muito produtivo, o Juriti em condições normais, ao ser colhido já tinha aspecto de feijão velho. A semente parecia oxidada e escura desvalorizando a produção em tempos de maior disponibilidade de similares para compra. No decorrer do trabalho, identificamos algumas sementes mais claras, que foram separadas, testadas e deram origem ao IPR 139 — esclarece o melhorista.
 
As sementes certificadas da classe um (C1) estão disponíveis desde maio de 2009. Com ótimas chances de recomendação para diversas partes do país, a variedade ainda não tem registro para São Paulo, mas já integra o plantio no Paraná. De acordo com Junior, a indicação de cultivo deve se estender por meio de parcerias na implantação de ensaios de competição de linhagens em outras regiões do Brasil.
 
— Conduzimos experimentos de campo nos municípios de Londrina, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco e também em território paulista, em cooperação com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Temos ainda parcerias com a equipe de pesquisas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Embrapa. O Paraná é uma área de transição climática, o que é muito bom porque seleciona materiais bastante versáteis — explica.
 
O pesquisador revela que a procura pela variedade tem sido intensa durante demonstrações em eventos e dias de campo. E a melhor propaganda é a difusão da experiência dos próprios agricultores, uma vez que a semente saiu na frente do folheto de divulgação. No entanto, ele alerta tanto para a necessidade de dedicar atenção especial ao ataque da antracnose no início da cultura, quanto para os riscos da ação da curtum bacterium, bactéria que entope os vasos vegetais, podendo causar a morte da planta.

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Portal Dia de Campo

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