Conab considera especulativa a alta no preço do feijão, Correpar contesta

Publicado em 14/06/2010 17:26 304 exibições


A expectativa de uma safra de grãos recorde para o período 2009-2010 deixou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edílson Guimarães, com a certeza de que não haverá, no Brasil, problemas de abastecimento desses produtos no Brasil. Nem mesmo o feijão, que entre os grãos foi o que apresentou maiores altas de preço, preocupa o secretário.

A garantia do secretário foi reforçada pela equipe de técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante a apresentação dos resultados do nono levantamento da safra 2009-2010.

“Nós disponibilizamos feijão dos nossos estoques e a falta de compradores indica que o motivo da alta é meramente especulativo. Portanto o mercado deve se estabilizar daqui a 15 dias ou um mês”, disse o diretor de Operações da Conab, Rogério Colombini.

O aumento do preço do feijão se deveu à escassez de feijão novo na praça, no período entre a segunda e a terceira safra. Mas, segundo o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto, a terceira safra dá uma projeção de que haverá recuperação, por causa do aumento de área plantada, não havendo, portanto, preocupação falta.

“Para sinalizar que o governo atuará para segurar o preço, a Conab disponibilizou o feijão que estava nos estoques públicos pelo preço de R$ 90 [a saca]. Praticamente não conseguimos comercializar o produto, que está sendo vendido a R$ 140”, informou Porto.

Já o diretor da Correpar, Marcelo Luders, contesta as alegações dos tecnicos do Governo, dizendo que os cerealistas não poderiam estar especulando com o feijão pois o produto escurece e perde valor. Este é o mesmo motivo do fracasso de vendas do estoque do Governo, que colocou preço alto demais para um produto que perdeu a cor ao fica estocado nos armazens. O escurecimento é um "defeito" genético da variedade carioca.



Mas a alta pontual do feijão não diminuiu o otimismo do secretário do Ministério da Agricultura. “Chegamos a uma safra recorde, e isso é muito bom para o país porque garante que não teremos problemas de abastecimento. Os preços estarão mais baixos para os consumidores e, com o apoio do governo, o produtor terá seus preços garantidos”, disse Guimarães.

Segundo ele, o crescimento da safra brasileira se deve, em primeiro lugar, ao “clima bastante favorável”. Além disso, ele aponta o fato de os preços estarem remunerando de forma satisfatória os produtores. “Como há perspectiva de uma boa remuneração, eles plantaram e, com a ajuda do clima, a colheita foi boa”.

A estimativa da Conab é de que a safra de grãos para período 2009-2010 chegue a 146,9 milhões de toneladas.

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Fonte:
Agencia Brasil

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