Grãos: Apesar de retração no feijão, safra será recorde

Publicado em 09/07/2010 07:21 167 exibições
Em franca expansão, e responsáveis por 83% do volume de toda a safra nacional de grãos, fibras e cereais, as lavouras de soja e milho garantiram ao Brasil a maior colheita da história do campo na safra 2009/2010. Estimativa divulgada ontem(8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo anterior confirmou uma ligeira retração de 168,4 mil toneladas nesta projeção em relação ao último levantamento - provocado pela "correção" na área plantada e na produtividade da terceira safra de feijão, cuja produção acabou afetada pelo clima adverso na Bahia.

Mesmo assim, os produtores brasileiros devem colher o recorde de 146,75 milhões de toneladas - resultado 8,6% superior aos 135,13 milhões de toneladas da safra 2008/09. O "quadro geral" da Conab, medido nas lavouras durante o fim de junho, registrou boa produtividade das duas safras de milho em alguns estados do Centro-Sul. Na média geral, as lavouras tiveram uma produtividade 9,3% acima do registrado na safra 2008/09. "É um resultado que poucos países podem comemorar", avaliou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

O total de área plantada no país chegou a 47,34 milhões de hectares, resultado 0,7% inferior (ou 338,9 mil) aos 47,67 milhões de hectares da safra 2008/2009. Carro-chefe da produção agrícola nacional, a soja teve elevação de 7,4% na área (ou 1,6 milhão de hectares), alcançando 68,7 milhões de toneladas - 20,2% (11,5 milhões) acima da colheita passada.

A segunda safra de milho, bastante influenciada pelo clima positivo, teve crescimento de 12% até aqui, registrando um total de 19,41 milhões de toneladas, segundo a Conab. Assim, a produção total de milho deve atingir o recorde de 53,46 milhões de toneladas. Somadas a primeira e a segunda safras, o ganho chegará a 4,8% ante 2008/2009. A colheita do milho de verão, está na reta final e a colheita da segunda safra já soma 30%, informou a Conab.

O feijão da primeira safra, cuja produção já foi totalmente colhida, somou 1,42 milhão de toneladas. Somado à segunda e terceira safras, a cultura deve atingir 3,34 milhões de toneladas, uma retração de 4,5% ante o último ciclo. No caso do arroz, cujas lavouras atingem 98% da área plantada, a colheita somará 11,36 milhões de toneladas, quase 10% inferior ao registrado na última safra. Será preciso importar, mas o governo garante que o abastecimento e os preços ficarão sob controle.

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Fonte:
Valor Econômico

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