Trigo: Estimativas internacionais

Publicado em 16/09/2010 15:38
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Safras

O calor extremo e a contínua estiagem estão prejudicando a produção de grãos este ano na Rússia que estima colher apenas 41 milhões de toneladas de trigo em 2010, abaixo da estimativa anterior divulgada de 41,5 milhões de toneladas. A expectativa dos produtores russos fica para que o clima umedeça e ajude no plantio de inverno da safra do cereal.

Já o Ministério de Agricultura da Argentina projeta que a produção de trigo deverá ficar entre 10 e 11,2 milhões de toneladas na safra 2010/11, em uma área que aumentou 20,4%, cerca de 4,2 milhões de hectares. Em 2009, a produção ficou abaixo de 10 milhões de toneladas, no entanto, o governo estima que a produtividade desta safra seja afetada pela estiagem no país.

 

Compras

O Ministério de Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão comprou hoje 146,786 toneladas de trigo para alimentação através de um leilão. O produto tem origem dos Estados Unidos, Canadá e Austrália e o carregamento deverá ser embarcado no mês de novembro.

A agência estatal de grãos da Tunísia abriu uma licitação para comprar 67 mil toneladas de trigo soft para moagem e 50 mil toneladas de cevada importados de países do Leste Europeu, Estados Unidos, Canadá ou América do Sul. O volume deverá ser entregue em TRE carregamentos entre 25 de novembro e 25 de dezembro e a cevada, entre 15 de novembro e 15 de janeiro de 2011.

 

Exportações

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) divulgou hoje um saldo de vendas de 484,6 mil toneladas da safra 2010/11, referente a semana passada. Os principais compradores foram Peru, Japão, Coréia do Sul, Líbia, Indonésia, Itália e outros países não divulgados. O Egito e o Iêmen cancelaram as compras.

Na França, a consultoria Stratégie Grains projeta uma redução nas exportações de trigo da União Européia no ano-safra 2010/11 para 17,4 milhões de toneladas, já que a união de países concorre com grandes exportadores como Canadá e Austrália que estimam melhores condições para a produção mundial do cereal. Vale lembrar que os problemas climáticos na Rússia elevaram as cotações internacionais do mercado internacional.

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Fonte: Redação NA

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