RS: Incertezas cercam a safra de trigo

Publicado em 04/10/2010 11:49
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Triticultores gaúchos começam a colher a safra deste ano no final deste mês na expectativa de como o mercado reagirá à entrada do grão no Estado. A tendência é que se opere abaixo do preço mínimo de R$ 23,81 para trigo brando do tipo 1, o mais produzido no RS (70% da área). E apresente valor inferior ao custo variável, de R$ 24,68, levantado pela Fecoagro. Neste cenário, os negócios podem ser afetados negativamente pela previsão de produção abundante e de qualidade na Argentina, Uruguai e Paraguai, concorrentes diretos. Internamente no Brasil, a entrada da safra 2010/11 (mais de 2 milhões de toneladas de trigo com boas condições de panificação) está dando tranquilidade aos moinhos, que deixaram de importar e estão abastecidos, pelo menos, até o final de outubro, podendo esperar com tranquilidade pelas vendas dos triticultores. Nas últimas semanas, as indústrias estão carregando o cereal por preços entre R$ 22,00 e R$ 26,00.

Com as perspectivas desalentadoras, se torna imprescindível a oferta de mecanismos de sustentação de preço pelo governo federal a partir do mês que vem, diz o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim. O segmento cooperativo defende a adoção de PEP, AGF e contratos de opção.

Como agravante, há o acumulo de 300 mil toneladas de safras passadas por vender, o que gera prejuízo duplo. Para guardar, expurgar e garantir o tratamento do trigo da safra anterior, os produtores gaúchos estão gastando R$ 1,2 milhão por mês.
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Fonte: Correio do Povo

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