Arroz: Governo adia mais uma vez a liberação de mecanismos de comercialização

Publicado em 05/11/2010 09:48 e atualizado em 05/11/2010 11:02
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Resposta do Mapa para demanda por mecanismos de comercialização ficou para a próxima semana. Cadeia produtiva está decepcionada.
Os produtores de arroz terão que esperar mais uma semana até que o governo federal decida se irá adotar mecanismos que garantam a comercialização do cereal em níveis superiores ao preço mínimo de garantia. A mensagem foi passada à uma comissão formada pelos presidentes da Federarroz, Renato Rocha, do Irga, Maurício Fischer e dirigentes da Abiap, Marco Aurélio Júnior e da Rede Arrozeiras do Sul, José Rocha, pelo ministro substituto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gerardo Fontelles e o secretário de Política Agrícola Edilson Guimarães.

Pela segunda reunião seguida, em duas semanas, o posicionamento do MAPA é o de estudar o caso. Segundo informado à cadeia produtiva, o tema será levado ao ministro Wagner Rossi, o mesmo que há meses vem assegurando que não faltará recursos para a sustentação do arroz, desde que as cotações fiquem abaixo do preço mínimo.

A cadeia produtiva esperava o anúncio de PEP imediatamente, para assegurar preço mínimo de R$ 25,80 para o arroz gaúcho, atualmente cotado abaixo de R$ 25,50. Realmente estamos muito decepcionados por mais essa reunião frustrada. É difícil entender essa morosidade da ação governamental, pois sempre nos foi dito que não faltavam recursos e que o MAPA agiria prontamente se as cotações fossem inferiores ao preço mínimo. Agora, estamos com preços abaixo desse patamar há mais de um mês e o Ministério segue estudando o assunto. É decepcionante, afirma Renato Rocha, da Federarroz.

Em razão da negativa do MAPA Rocha solicitou no ato audiência com o Ministro Wagner Rossi, para a próxima semana, quando pretende convidar os integrantes da Cadeia Produtiva, dando seqüência ao preito e pressão setorial para a liberação do mecanismo. A Câmara Setorial também aprovou proposição e encaminhará documento ao Ministro Rossi solicitando urgência na liberação de 50 milhões para PEP, garantindo a comercialização do arroz por preços dignos. Rocha lembrou que o governo federal, por força de lei, é obrigado a realizar tais operações.

Ainda em Brasília na reunião da Câmara Setorial do Arroz, entre outros temas, foi tratado da Instrução Normativa - IN 12, que aborda o padrão e classificação do arroz e que vigorará até 28/02/11 e a partir desta data será substituída pela IN 6. Já a Portaria 54, que propõe a rastreabilidade de todos os produtos agrícolas, inclusive dos importados (arroz, trigo, etc), será publicada antes do final do ano, e após terá vigência de 180 dias, período de adaptação e de ajustes propostos pela Cadeia Produtiva do Arroz.

A próxima reunião da Câmara Setorial acontecerá em 25/02 durante a 21ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que será realizada em Camaquã, de 24 a 26 de fevereiro de 2011.
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Fonte: Federarroz

1 comentário

  • Hilário Casonatto Lucas do Rio Verde - MT

    GAUCHOS DO ARROZ, MANTENHAM A CALMA POIS SOMENTE VOCÊS TEM ARROZ, NO MT NÃO TEMOS ESTOQUE , NÃO EXISTE ESTOQUE PUBLICO E MUITO POUCO INTERESSE EM PLANTAR O CEREAL

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