Preço do feijão despenca no Paraná

Publicado em 07/02/2011 07:09 701 exibições
Depois de um estouro nos valores pagos pela leguminosa em meados do ano passado, ela vem perdendo força e já é negociada bem abaixo do mínimo de R$ 80/sc.

Os preços do feijão no Paraná estão em queda desde outubro do ano passado. A qualidade que sofreu maior variação foi a saca de 60 quilos do feijão carioca, que chegou no seu pico em outubro (R$ 127,55) e agora está sendo comercializada a R$ 65,25. Já o preto, o produtor estava recebendo R$ 88,09 e a agora está saindo por R$ 62,41. Os dados são do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab/Deral).

Segundo Carlos Alberto Salvador, engenheiro agrônomo do Deral, primeiramente é preciso explicar o aumento dos preços, que aconteceram no segundo semestre do ano passado. A justificativa foi a entressafra no período e as especulações à respeito do La NiÀa. ''A seca trouxe a inquietude no mercado. No início de 2010 o feijão estava abaixo do mínimo (de R$ 80) e agora está novamente'', compara Salvador.

A tendência para este início de ano é que os preços das duas variedades da leguminosa se mantenham na faixa dos R$ 60. Isso porque o feijão das águas vai ser colhido até fevereiro. Até o momento 47% da área de todo o Estado foi colhida. ''Além disso, o feijão das secas também já está sendo plantado. Com o grão entrando forte no mercado, a tendência é que os preços permaneçam neste patamar'', avalia o especialista.

No varejo, a oscilação nos valores também é significativa. O feijão carioca estava sendo comercializado a R$ 4,34/kg em novembro, e no mês passado saiu por R$ 3,46/kg. Já o preto estava sendo vendido a R$ 3,10 e este ano a R$ 2,89. ''Está melhor para o consumidor'', comenta o especialista

Caso os valores da leguminosa continuem despencando, o Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa) confirmou que pode realizar operações de intervenção nos preços. O caso será avaliado antes do início da colheita da safra de verão. Para Carlos Salvador, tal intervenção seria positiva. ''Os valores estão bem abaixo do mínimo, por isso considero válida essa ação governamental''

Arroz

Como no feijão, o governo federal irá intervir no mercado para garantir os preços mínimos do arroz. A medida foi determinada pela presidente Dilma Rousseff que, na semana passada, em visita ao Rio Grande do Sul, recebeu apelos de arrozeiros gaúchos. O preço mínimo do arroz determinado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de R$ 25,80 a saca de 50 quilos, mas o cereal é comercializado entre R$ 22 e R$ 23 no Sul do País.

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Fonte:
Folha de Londrina

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