Colheita de arroz evolui no Rio Grande do Sul

Publicado em 21/02/2011 09:11 609 exibições
Irga traz recomendações e alerta para o controle de insetos-praga e doenças.
A colheita de arroz evoluiu em alguns municípios do Rio Grande do Sul. Na região da Depressão Central, o município de Agudo tem cerca de 30 hectares colhidos. Os produtores começaram a colher no final do mês de janeiro. O município de Paraíso do Sul já colheu 80 hectares e 20 hectares já foram colhidos em Dona Francisca.

Segundo o engenheiro agrônomo do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) de Agudo, Guilherme Thom, alguns produtores já alcançaram cerca de 9 toneladas por hectare no início da colheita. “O pico de colheita deve ocorrer entre o final do mês de fevereiro e o início de março”, afirmou.

O início da semeadura foi ainda no final do mês de agosto de 2010. “Chegamos a mais de 80% semeados até a primeira semana de novembro, devido a isso a floração está ocorrendo no época recomendada, aproveitando o máximo de luz para a fase reprodutiva”, salientou Thom.

A expectativa para o Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga de Agudo é de uma produtividade superior a 8 toneladas por hectare. “Isso se deve, principalmente, as técnicas empregadas de manejo para altas produtividades, o Projeto Dez, e também pelo planejamento e busca de conhecimento dos produtores.
O engenheiro agrônomo alerta aos produtores que façam o monitoramento das suas áreas, principalmente quanto há pragas e doenças do arroz, pois já há registros de ocorrência de percevejo e lagarta da panícula. “Também existem alguns focos de problemas com doenças”, completou.

A recomendação é também para as máquinas, equipamentos e unidades de recebimento. “Elas devem estar prontas para realizar a colheita, secagem e armazenagem sem maiores problemas”, recomendou.

No município de Restinga Sêca, a colheita está iniciando aos poucos, no entanto a primeira área colhida no município foi no final do mês de janeiro. Já nos municípios de São João do Polêsine e Faxinal do Soturno, a colheita iniciou na primeira semana de fevereiro. Cerca de 2% da área do Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga de Restinga Sêca foi colhida até o momento. As áreas colhidas até o momento, foram semeadas durante os meses de setembro e início de outubro, dentro do período recomendado para a realização da semeadura.

Conforme o engenheiro agrônomo do Irga de Restinga Sêca, Fabrício Guse, nos próximos dias terá um incremento na área colhida, pois a maioria dos produtores seguiram as orientações e realizaram a semeadura dentro da época recomendada.

A produtividade estimada é de 7,4 toneladas por hectare. “Temos a expectativa de finalizar a colheita com uma média de produtividade de 7,4 toneladas por hectare de uma área cultivada de 21.450 hectares. Guse aconselha aos produtores que tenham atenção redobrada para o ataque do percevejo do grão e, principalmente, para a lagarta da panícula, praga mais importante e causadora dos maiores prejuízos no final do ciclo. “Outro ponto muito importante são os teores de umidade do grão para a colheita, sendo que teores entre 18 e 24% são os recomendados, pois os valores acima e abaixo causam depreciação na qualidade do produto”, esclareceu.

Na região da Planície Costeira Interna já tem mais de 465 hectares colhidos de uma área de 150.820 hectares semeados. Os municípios de Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Guaíba e Taquari já iniciaram a colheita. Segundo o coordenador do Irga de Guaíba, Carlos Nassif, na próxima semana outros municípios da região devem iniciar trabalhos de colheita, ampliando assim gradativamente a área colhida. “O resultado deve-se a semeadura em época adequada, o que proporciona otimização de máquinas, escalonamento dos trabalhos de colheita, atendendo boa produtividade”, enfatizou.

De acordo com o levantamento do Irga, na safra 2011/12 foram cultivados 1,17 milhão de hectares e 11.696,50 hectares já foram colhidos. A expectativa de produtividade média é de 7,5 toneladas por hectare e a produção é cerca de 8 milhões de toneladas por hectare.

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Irga

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