Trigo: As últimas baixas em Chicago vieram para ficar? O que pensar dos preços futuros?

Publicado em 13/05/2011 11:38 317 exibições
O mercado em níveis muito elevados, como se encontra atualmente, deixa os investidores não só muito nervosos, mas também muito inseguros. E são eles que dão as ordens, não os meteorologistas ou os agrônomos. Assim, notícias de chuvas nesta quinta-feira sobre as áreas produtoras de trigo na Europa e nos Estados Unidos e de clima seco no Canadá, que vinha sofrendo com excesso de umidade, fizeram os investidores reverterem, pelo segundo dia consecutivo, as suas posições compradas anteriormente, liquidando-as. Contudo, estes são movimentos de curto prazo. Comparadas com o ano passado, as cotações ainda estão muito altas e assim deverão permanecer por algum tempo, porque o clima está mais para problemático do que para normal. Visto o mercado de trigo como um todo, o mercado ainda está altista, porque o próprio relatório do USDA estimou estoques finais menores. Isto significa que todo o possível aumento de produção, estimado nesta temporada em 21,4 milhões de tonelada, deverá ser absorvido pela demanda e ainda irão faltar cerca de 1,5 milhões de toneladas. Observado de mais alto ainda, dentro do contexto geral de todos os grãos, percebe-se que a demanda mundial só irá ser satisfeita depois de duas safras cheias, com produtividades pelo menos normais, mas este definitivamente não será o caso deste ano. Então, a médio e longo prazo os preços deverão se manter ainda altos o suficientes para pagar pelo menos o Preço Mínimo no Brasil, via exportação, no ano comercial que se inicia agora em 01 e agosto e vai até 31 de julho de 2012.
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Trigo & Farinhas

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