Arrozeiros tentam negociar dívidas

Publicado em 11/07/2011 07:32 375 exibições
Após constatar que o socorro de R$ 1 bilhão da União pouco reflexo teve sobre a crise e ver negado o principal pleito (o prêmio direto ao produtor), o setor arrozeiro faz nova tentativa de amenizar o cenário baixista. Agora, a ordem é direcionar esforços para os 70% dos 18.500 orizicultores que têm financiamento direto com indústrias, revendas ou cooperativas. Após uma série de reuniões, uma proposta única está sendo elaborada por Federarroz, Farsul e Fetag e deve ser encaminhada nesta semana. O endividamento setorial será assunto de encontro entre parlamentares e o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, hoje, em Brasília.

A ideia é solicitar a utilização de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) Giro Rural para pagamento de fornecedores, além da revisão de cadastros para retomada de crédito rural pelo Banco do Brasil. Para facilitar a renegociação de dívidas, ainda está em análise uma ação na Justiça para que os produtores também possam ser amparados pela Lei de Recuperação Judicial. Para honrar as dívidas com a indústria, o orizicultor Laudir Rech Júnior, que cultiva 860 hectares arrendados em São Borja, chegou a vender sacas do grão por R$ 17,00. Apesar de estimar um prejuízo de R$ 1 milhão, ele não pretende desistir da atividade. Mas prevê redução de área em torno de 20%. A dificuldade de acessar o crédito bancário, onde há juro mais baixo, ocorre devido a consecutivas quebras de produção, que comprometeram a capacidade de pagamento. "Todo mundo gostaria de ter lucro, rentabilidade. Mas eu tenho paixão por produzir alimentos."

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Fonte:
Correio do Povo

1 comentário

  • claudiney joao zanette Bela Vista - MS

    somos um grupo de produtores em ms plantamos 2600 ha nossos prejuizos somam R$ 2500000,00 produzimmos 6200k/ha, tenho varias industrias processando nosso grupo perdemos as maquinas pois as revendas nos tomaram para quitar as dividas por varias vezes fui tratado por eles e empresa de maneira desumana, pensei ate em tirar minha propria vida mas nossa fe e muito forte e minha familia e meus familares me deram muita forca para superar alguns momentos de fraquesa mas a solucao e esta pagar as dividas com recurso do fat como foi feito em MT a alguns anos e dar folga para resgatar as maquinas e continuar trabalhando para pagar estas contas diluindoas em varias parcelas pois no MT quem fez isso hoje ja quitou batalhem por isso se precisarem de mim estou disposto a ajudar como posso.

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