Arroz: Banco do Brasil flexibiliza garantias para as prorrogações de custeio

Publicado em 20/10/2011 07:37 317 exibições
Federarroz considera uma ótima notícia para os produtores gaúchos.
O Banco do Brasil divulgou, no final da tarde desta quarta-feira (19/10), a flexibilização em suas agências das garantias para as prorrogações do financiamento de custeio do arroz. A notícia foi muito bem recebida pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que realizou 12 reuniões em Porto Alegre e Brasília, com dirigentes da instituição de crédito, começando pelo Superintendente Estadual, José Carlos Reis da Silva até o Vive-Presidente Osmar Dias, em busca destas medidas. As medidas já estão nas agências desde quarta-feira (19/10) e só valem para quem não conseguiu apresentar as garantias habituais exigidas pelo banco até o momento.

Segundo comunicado enviado pela área de crédito rural da Superintendência Regional do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, pelo novo sistema serão mantidas as garantias já vinculadas à operação. Caso sejam insuficientes ou inadequadas será necessário vincular garantias na forma regulamentar. Para as operações de custeio de arroz da safra 2010/11 e Empréstimos do Governo Federal (EGFs) de arroz da safra 2009/10, o percentual de adiantamento máximo das garantias reais exigidas pode ser flexibilizado nas seguintes condições:

· 180% do saldo a ser prorrogado, desde que amortizado 20% do saldo devedor da operação;

· 150% do saldo a ser prorrogado, desde que amortizado 30% do saldo devedor da operação;

· 130% do saldo a ser prorrogado, desde que amortizado 40% do saldo devedor da operação;

· 110% do saldo a ser prorrogado, desde que amortizado 50% do saldo devedor da operação.

 O presidente da Federarroz, Renato Rocha, destacou que a entidade continua à espera do aceno das demais instituições de crédito para a flexibilização das garantias e a repactuação das dívidas arrozeiras.  Na próxima semana ele terá uma reunião com o ministro interino da Agricultura, João Carlos Vaz, para tratar do assunto, bem como de medidas que tornem mais eficientes os mecanismos de comercialização do arroz. “Alguns ajustes são necessários, bem como uma participação mais efetiva do governo na negociação de uma repactuação das dívidas”, avisou.

Nesta quarta-feira (19/10), Renato Rocha participou na Assembléia Legislativa da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que avaliará a crise do arroz. Ele afirmou que a entidade dará todas as informações possíveis e irá colaborar com os deputados sempre que chamada. “O importante é que a CPI dê resultado e traga benefícios e soluções aos grandes impasses da cadeia produtiva”, destacou.

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Federarroz

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