Pará proíbe saída de frutas afetadas pela mosca da carambola

Publicado em 22/04/2014 08:27 535 exibições

A detecção de ocorrência da praga quarentenária Bactrocera carambolae, conhecida como a mosca da carambola, nas cidades paraense Curralinho e Almeirim, fez com que a Superintendência Federal no Pará proibisse a saída de frutas frescas com indícios de contaminação por conta do risco de disseminação para as outras cidades. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (17.04).

A portaria estabelece, ainda, uma zona tampão - uso de solução com ácido no cultivo das frutas - em algumas cidades do Pará. Sendo assim, a saída das frutas desses locais será autorizada se acompanhada de Permissão de Trânsito Vegetal ( PTV), ou de Guia de Trânsito Vegetal-(GTV) quando se tratar de trânsito interno, com a seguinte Declaração Adicional: "Os frutos foram produzidos em locais sem ocorrência da praga Bactrocera carambolae". Os produtos deverão estar protegidos em embalagens, ou em ambientes fechados ou com tela de malha de 2 mm se transportados em ambientes abertos.

Mosca da carambola

Além da carambola, como diz o nome, a praga costuma atacar também manga, goiaba, tangerina, laranja, jaca, abiu, tomate, caju e outros. 

A mosca fêmea cruza com o macho e bota seus ovos dentro dos frutos. Dos ovos nascem as larvas (os bichos-da-fruta) que se alimentam da polpa estragando os frutos. Após a queda do alimento, a larva se enterra no chão, transforma-se em mosca e sai voando em direção a mais frutos. Com trinta dias de vida, a fêmea fertilizada começa a colocar seus primeiros ovos nos frutos hospedeiros e aí por diante.

As medidas da Superintendência prevê o controle da praga, já que a mosca da carambola é muito perigosa para a agricultura, pois traz enormes riscos econômicos aos produtores, e como os países que compram produtos do Brasil não aceitam frutos de regiões onde há mosca da carambola, a economia de todo o País também é afetada.

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Portal Brasil

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