Uva: Apesar de inferiores a 2019, envios do 1º semestre são positivos

Publicado em 23/07/2020 14:09

No primeiro semestre de 2020, as exportações de uva se encerraram inferiores às do mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os envios recuaram 5,8% em volume e 11,5% em arrecadação. Mesmo assim, exportadores consideram que o desempenho do semestre foi positivo, visto que a demanda esteve consistente, mesmo durante uma pandemia. Além disso, o volume parcial deste ano é o segundo maior da série histórica da Secex, iniciada em 1997 – perdendo apenas para 2019.

A demanda dos Estados Unidos foi significativa nos primeiros meses do ano, aumentando a participação dos envios a este país, no primeiro semestre de 2020, para 32% – no mesmo período de 2019, esta participação era de apenas 24%. A partir de março, foram intensificados os envios à União Europeia, principalmente diante do lockdown na Índia, que não conseguiu atender ao bloco.

Neste cenário de demanda consistente, segundo exportadores, os envios só não foram maiores por conta das restrições de qualidade e volume – vale lembrar que as chuvas foram constantes no Vale do São Francisco (PE/BA) nos primeiros meses do ano, elevando a incidência de doenças e reduzindo a produtividade na maioria dos parreirais.

Mas, mesmo com a menor oferta, também foi possível diminuir as importações em 49% frente ao primeiro semestre de 2019, sendo o segundo menor volume importado em toda a série da Secex para o 1º semestre.

Fonte: Cepea/Hortifruti

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Com 65,5% de redução de preço em um ano, abobrinha italiana é o destaque da semana (17 a 21/08) no atacado da CEAGESP
Melão/Cepea: Safra principal no Vale apresenta melhor rentabilidade, porém custos limitam margens
Circuito das Frutas participa do 2º Fórum de Turismo de Vinhedo
Maçã/Cepea: Redução gradual dos estoques sustenta valorização
Exportações de frutas aceleram em agosto e receita média diária sobe 25,6%, aponta Secex
Mandioca/Cepea: Disputa por matéria-prima se intensifica e preços seguem em alta