Emater e Embrapa Cerrados lançam pequi sem espinhos

Publicado em 11/11/2022 12:42
O lançamento contou ainda com distribuição de mudas e lançamento de duas publicações com orientações sobre as cultivares

A Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – unidade Cerrados (Embrapa Cerrados) lançaram, nesta quarta-feira (09), seis novas variedades de pequi, sendo três com espinhos e três sem. A cerimônia de lançamento ocorreu no Centro de Tecnologia e Capacitação da Emater (Centrer).

As seis cultivares são resultado de duas décadas e meia de pesquisa realizada em parceria pelas instituições para atender uma demanda dos produtores rurais. Os trabalhos de pesquisa foram coordenados pela pesquisadora da Emater, Dra. Elainy Pereira, e pelo pesquisador Dr. Ailton Pereira, da Embrapa Cerrados, na Estação Experimental Nativas do Cerrado, em Goiânia, e na Estação Experimental de Anápolis.

O presidente da Emater, Pedro Leonardo Rezende, ressaltou a importância das pesquisas e lançamento das seis cultivares como agregador de renda nas propriedades rurais e na cadeia produtiva do turismo goiano, posicionando o Estado como protagonista no cultivo do fruto. Além de seu aspecto sustentável, por ser uma espécie nativa do Cerrado.

“Celebramos essa importante entrega que é fruto da parceria entre a Emater Goiás e a Embrapa Cerrados, que é histórica e tem sido essencial. Nós apresentamos essas tecnologias relacionadas ao pequi, mas temos parceria para desenvolvimento, validação e difusão de várias outras culturas que chegam ao produtor rural”, disse Pedro Leonardo, destacando a importância da pesquisa pública.

Fábio Faleiro, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, destacou o pequi como símbolo cultural e ambiental do Cerrado, além do papel social das instituições de pesquisa pública. “É uma sensação de dever cumprido entregar para a sociedade tecnologias que irão impactar do ponto de vista social, econômico e ambiental”.

O evento contou também com a presença de autoridades, como Antônio Carlos de Souza, diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Goiás (Sebrae); Dirceu Borges, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás); Rolando Vargas, gerente de Tecnologia e Inovação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Goiás).

O diretor-superintendente do Sebrae, Antônio Carlos de Souza, aproveitou a ocasião para lançar o 1º Festival de Pequi, Queijo e Cachaça de Goiás, que irá ocorrer em 2023, uma realização da Sebrae em parceria com a Emater, Embrapa, Senar, Fecomércio, Goiás Fomento, Abrasel e Sistema Fieg.

“Esse é um projeto que está em construção e é uma forma de buscarmos o fortalecimento da pauta e da importância desses produtos. Na identificação geográfica, na promoção do turismo e na interncionalização”, declarou Antônio Carlos.

A sensibilidade dos produtores em buscar preservar e difundir o pequi sem espinhos foi destaque na fala de Elainy Botelho, além do trabalho fundamental dos técnicos e escritórios locais da Emater para dar início às pesquisas. “Se não houvesse produtores com a sensibilidade deles, se não houvesse um técnico e um escritório local como ponte e se não fossem as instituições públicas, hoje não estaríamos aqui com esse resultado”.

Ao final, o pesquisador Ailton Pereira apresentou as publicações lançadas de forma virtual “Orientações para o cultivo do pequizeiro” e “Cultivares do pequizeiro”, de autoria dos pesquisadores, que trazem informações gerais e orientações para o cultivo das seis novas variedades de pequi.

Mais informações sobre o lançamento do pequi sem espinhos e como adquirir as mudas estão disponíveis no site da Emater: www.emater.go.gov.br.

Sobre a pesquisa

O trabalho de pesquisa sobre o pequi sem espinhos é uma parceria entre a Emater e a Embrapa Cerrados e partiu da demanda de produtores goianos, por pequizeiros mais rentáveis e frutos comerciais, e da sociedade, por frutos com polpa carnuda e saborosa. Foi isso que originou as pesquisas de clonagem, que se iniciaram com a propagação de mudas por sementes, estaquia e enxertia.

As entidades parceiras visitavam as propriedades que cultivavam pequizeiros para tirar a  raça da planta. Foi nesse processo que os pesquisadores tiveram acesso ao pequi sem espinhos, encontrado na natureza.

Como o trabalho de clonagem e enxertia já vinha sendo desenvolvido pelos pesquisadores, foram feitos vinte clones do pequizeiro que produzia os frutos sem espinhos. As mudas foram plantadas no banco de germoplasmas da Emater – que hoje possui mais de 1600 pequizeiros – e as plantas foram avaliadas durante anos, tornando possível multiplicar os pés e apurar a qualidade do fruto.

Agora, as mudas de plantas que produzem pequis sem espinhos e também pequis com espinhos, mas de qualidade ímpar, são entregues à sociedade, com as devidas instruções e informações para o correto manejo do material.

As seis cultivares de pequi que serão lançadas foram registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em abril deste ano.

Fonte: Emater - Goiás

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Safra principal de cacau, que começa em Outubro, deve ser menor no sul da Bahia
Cacau fecha em alta em Londres após máxima de três semanas
HORTI RESENHA #154- Mosca-branca, tripes e pulgões ameaçam a produção de tomate para indústria
HORTI RESENHA #154 - Mosca-branca, tripes e pulgões ameaçam a produção de tomate para indústria
Manga/Cepea: Menor oferta internacional amplia espaço para manga brasileira
Mamão/Cepea: Temperaturas mais altas favorecem produção, mas cenário fitossanitário preocupa o restante do trimestre