Hortifruti/Cepea: La Niña prejudica produção de alguns HFs, mas beneficia outras culturas

Publicado em 10/02/2023 10:23

Pelo terceiro ano consecutivo, o La Niña vem atuando no verão brasileiro. A avaliação da equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que, apesar de o fenômeno climático prejudicar a produção de alguns hortifrútis em determinadas regiões do País, ele acaba favorecendo certas culturas.

Vale lembrar que o La Niña interfere no clima com mais intensidade nos extremos do País, resultando em excesso de chuva no Nordeste e baixo volume de precipitação – ou tempo seco – no Sul. O levantamento feito pela equipe mostra que o grande volume de chuva no Nordeste danificou a produção de frutas, sobretudo a voltada à exportação. Já no Sul do País, o tempo mais seco acabou beneficiando a produção de batata e de tomate, sobretudo do Rio Grande do Sul.

Paralelamente ao efeito do La Niña, o Sudeste registrou no verão de 2022/23 chuvas acima da média, por conta da passagem de umidade pela porção Central do Brasil, conforme indicações da Rural Clima. Esse cenário contribuiu para a recuperação das reservas hídricas do Sudeste, mas prejudicou a qualidade e a produtividade de hortifrútis produzidos na região, além de ter elevado os custos de produção, à medida que houve necessidade de intensificação no manejo fitossanitário.

Tudo indica que o La Niña perderá força em março, e o clima deve se normalizar entre o outono e inverno de 2023. Já no segundo semestre, há indícios de que o El Niño volte ao Brasil, resultando em clima contrário ao observado atualmente, ou seja, chuvas escassas no Nordeste e acima da média no Sul.

Na matéria de capa deste mês, a equipe da Hortifruti Brasil traz análises dos reflexos do clima sobre a produção de todas as culturas de HF acompanhadas pelo Cepea. 

 

Fonte: Cepea

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