Especialistas se reúnem na Expointer para traçar futuro da noz-pecã no Rio Grande do Sul e no Brasil

Publicado em 05/09/2025 14:18
Encontro promovido pelo IBPecan e Secretaria da Agricultura também debateu estratégias para aumentar a competitividade e a rentabilidade dos produtores gaúchos

O Segundo Encontro da Pecanicultura Gaúcha, evento que já se consolidou como o principal da cultura no Estado, lotou a Casa do Senar, em Esteio (RS), nesta quinta-feira, dia 4 de setembro, dentro da 48ª Expointer. O evento teve como objetivo fortalecer a cadeia produtiva da noz-pecã no Rio Grande do Sul e no Brasil, promovendo a troca de conhecimentos técnicos, experiências de mercado e perspectivas de futuro entre produtores, pesquisadores, técnicos e empresas do setor. A iniciativa foi do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) com apoio da Secretaria da Agricultura,Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Farsul.

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, abriu o encontro que reuniu palestras sobre temas centrais da cultura da noz-pecã, como pulverização, irrigação, colheita e equipamentos para o processamento do produto. Segundo ele, a ideia foi oferecer uma visão ampla e prática para o fortalecimento da atividade. “A tecnificação como uma das ferramentas fundamentais para garantir melhores resultados no campo, na indústria e, por consequência, ao consumidor foi um dos temas destacados durante o evento”, informou, complementando que o coordenador do Pró-Pecã, Paulo Lipp, apresentou dados que reforçam a relevância gaúcha na produção: o Rio Grande do Sul concentra mais de 90% de toda a produção nacional de pecã.

Foram tratados ainda no evento temas estratégicos para o desenvolvimento da pecan como: Diagnóstico da pecanicultura gaúcha e análise da safra 2024/2025; Inovações em mecanização e equipamentos agrícolas voltados às nogueiras-pecã; Industrialização e agregação de valor à produção; Irrigação, sistemas e manejo de pomares; Perspectivas de mercado interno e externo, com foco na competitividade da pecanicultura brasileira.

Produtores, pesquisadores e técnicos presentes analisaram os números da safra que passou e discutiram inovações em mecanização, irrigação e manejo de pomares. Um dos pontos altos foi a discussão sobre a industrialização da noz, como forma de agregar mais valor à produção local dentro da propriedade. Também foram debatidas perspectivas para o mercado interno e externo, mostrando oportunidades de crescimento para o produto brasileiro. O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, um dos palestrantes do Encontro, afirmou que a  pecanicultura tem ganhado relevância na produção nacional e demanda interna.  

Da Luz ressaltou que é fundamental para os produtores entenderem a economia brasileira como um todo, pois todos os setores estão interligados no mesmo cenário econômico: "O foco é na situação econômica e fiscal do Brasil, e o que os pecanicultores podem esperar para o futuro em termos de atividade econômica (demanda por pecã), juros (para investimentos) e câmbio. O objetivo é fornecer um panorama abrangente para auxiliar o setor", resumiu. Questionado sobre tecnificação e maquinário, o economista disse que “a tecnologia é sempre o caminho, desde que seja implementada de forma equilibrada e com investimentos dinâmicos” destacou.

Fonte: IBPecan

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Safra principal de cacau, que começa em Outubro, deve ser menor no sul da Bahia
Cacau fecha em alta em Londres após máxima de três semanas
HORTI RESENHA #154- Mosca-branca, tripes e pulgões ameaçam a produção de tomate para indústria
HORTI RESENHA #154 - Mosca-branca, tripes e pulgões ameaçam a produção de tomate para indústria
Manga/Cepea: Menor oferta internacional amplia espaço para manga brasileira
Mamão/Cepea: Temperaturas mais altas favorecem produção, mas cenário fitossanitário preocupa o restante do trimestre