Banana sob pivô central atinge 32 t/ha no Oeste baiano e supera médias estadual e nacional
Em uma cultura de forte peso para a fruticultura brasileira, o avanço de sistemas mais precisos de irrigação começa a ganhar protagonismo em regiões de clima mais desafiador. Segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE 2024), o Brasil produziu mais de sete milhões de toneladas de banana em uma área colhida de 469 mil hectares, com rendimento médio de 14,9 toneladas por hectare. Na Bahia, foram 839 mil toneladas, com rendimento médio de 11,9 t/ha.
No Oeste baiano, a experiência da Fazenda Canta Galo, da Frutsi Agro, em Serra do Ramalho (BA), mostra como a irrigação por pivô central vem sendo usada para ampliar a estabilidade produtiva da cultura. Na propriedade, a referência produtiva chega a 32 toneladas por hectare de banana prata irrigada por pivô central, resultado acima das médias estadual e nacional, o que chama a atenção para o potencial dos sistemas de irrigação de precisão e do manejo hídrico.
A banana é uma cultura de elevada exigência hídrica e sensível tanto ao estresse quanto ao excesso de água. Em regiões semiáridas, onde longos períodos sem chuva fazem parte da rotina produtiva, irrigar bem significa mais do que aplicar água: significa preservar o potencial da lavoura, reduzir perdas e criar condições mais favoráveis ao desenvolvimento das plantas.
Na Canta Galo, a banana passou a integrar o sistema produtivo em 2019, em sucessão ao mamão. Segundo o produtor rural Thiago Bresinski Lage, a adaptação da cultura ao pivô central, modelo Super Alto da Valley, superou as expectativas. “A banana se adaptou bem ao pivô central. Ela é uma planta de clima tropical, exige bastante água. A vantagem do pivô é que ele cria um microclima e proporciona mais conforto térmico às plantas, o que se traduz em estabilidade produtiva e maior segurança em uma região de alta demanda evaporativa como a que temos aqui”, afirma.
Além do efeito sobre o ambiente da lavoura, o manejo hídrico vem sendo conduzido com apoio da plataforma Scheduling. “A banana é uma cultura sensível. Com excesso de água, podem surgir várias doenças de solo. Se jogar pouca água, não produz o tanto que deveria. A precisão hídrica é determinante no caso da banana, e o Scheduling orienta a tomada de decisão com base no balanço hídrico e na necessidade real da cultura”, ressalta o engenheiro-agrônomo Aldo Narici, consultor da Valley que acompanha a Fazenda Canta Galo.