Safra da uva de Monte Belo do Sul foi uma das melhores da história, afirma vinícola

Publicado em 13/04/2026 21:12
Com a finalização completa da colheita em Abril, Monte Belo do Sul continua colecionando safras excepcionais

A safra de 2026 deve entrar para a história da vitivinicultura de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha. Na avaliação da vinícola Casa Marques Pereira, o ciclo deste ano reuniu condições climáticas ideais e resultou em aumento expressivo de produção aliado a um nível de qualidade considerado excepcional.
 
De acordo com o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, a vindima de 2026 registrou um crescimento de 30% em relação ao ano anterior, além de alcançar um patamar elevado de maturação das uvas do vinhedo "Quinta da Orada", onde estão localizadas as parcelas da família.
 
“Tivemos seis variedades que atingiram graduação de vinho nobre”, afirma. Isso significa que as uvas apresentaram maturação polifenólica completa, com níveis de açúcar suficientes para originar vinhos com mais de 14,1% de álcool, segundo a legislação brasileira.
 
Entre os destaques, a uva Merlot chamou atenção ao atingir 15,7% de graduação alcoólica. “Nós fomos deixando na videira e virou, praticamente, um ‘amarone’. Nunca tínhamos visto algo parecido.
 
Felipe também comenta outro ponto considerado raro: o desempenho da Pinot Noir. “É muito raro uma Pinot Noir atingir o nível de 14,3% de graduação alcoólica no Brasil", o que surpreendeu a todos.
 
O resultado da safra está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo. O inverno com maior número de dias frios favoreceu a dormência das videiras, enquanto o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme. Já o período de amadurecimento foi marcado por baixa incidência de chuvas, fator essencial para garantir concentração, sanidade e qualidade das uvas.
 
Para a Casa Marques Pereira, o desempenho de 2026 reforça o potencial de Monte Belo do Sul como uma das principais regiões produtoras de uvas do Brasil, unindo volume e excelência em um mesmo ciclo combinação rara e cada vez mais valorizada na vitivinicultura nacional.
 
Segundo um levantamento recente, a cidade possui mais de dois mil hectares destinados à produção de uvas e consagrou-se como a maior produtora per capta de toda a América Latina.

Fonte: Casa Marques Pereira

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