Exportações de frutas começam agosto com alta de 38,1% na receita média diária, aponta Secex
As exportações brasileiras de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas começaram agosto de 2026 com avanço na receita média diária, acompanhadas por uma leve alta no ritmo dos embarques e forte valorização do preço médio. Os primeiros dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam US$ 4,85 milhões por dia em vendas externas, contra US$ 3,51 milhões por dia no mesmo período de agosto de 2025, alta de 38,1%.
Em volume, a média diária exportada ficou em 3.304,6 toneladas, ante 3.233 toneladas no mesmo período do ano passado, crescimento de 2,2%.
O principal destaque, portanto, ficou com a valorização dos produtos embarcados. O preço médio das frutas exportadas avançou 35,1%, passando de US$ 1.087 por tonelada em agosto de 2025 para US$ 1.469 por tonelada agora.
Receita total ainda é menor por diferença no período
Em valores absolutos, os embarques registrados até o momento somam US$ 24,27 milhões, contra US$ 73,80 milhões no período correspondente de agosto de 2025. Em toneladas, são 16,52 mil toneladas, ante 67,89 mil toneladas há um ano.
A diferença nos totais, entretanto, precisa ser observada considerando o número de dias úteis já contabilizados em cada período. Por isso, a comparação da média diária oferece uma leitura mais adequada do ritmo das exportações neste início de agosto.
O mesmo ocorre com os volumes: enquanto o acumulado atual alcança 16,52 mil toneladas, contra 67,89 mil toneladas no ano passado, a média diária mostra que o ritmo dos embarques está 2,2% acima do registrado na comparação anual.
Preço sustenta avanço da receita
Com o volume diário praticamente estável, a forte alta do preço médio explica o crescimento mais expressivo da receita diária obtida pelos exportadores brasileiros.
O valor de US$ 1.469 por tonelada neste início de agosto representa uma diferença de US$ 382 por tonelada em relação aos US$ 1.087 registrados no mesmo período de 2025.
Dessa forma, os primeiros dados de agosto indicam um cenário de maior valorização das frutas brasileiras no mercado internacional, com o aumento dos preços compensando amplamente o avanço mais modesto do volume embarcado.