Chuvas e déficit hídrico colocam manejo da nogueira-pecã em pauta no ENAPecan

Publicado em 27/10/2026 13:21

O excesso de chuvas em determinados períodos do ano e os déficits hídricos em fases importantes do desenvolvimento da nogueira-pecã estão entre os desafios enfrentados pelos produtores no Rio Grande do Sul. Esses temas estarão no centro do terceiro eixo do 3º Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan), marcado para o dia 12 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS). A programação abordará irrigação e manejo fitossanitário, com apresentações sobre controle de doenças e fertirrigação.

A mediação será da professora do Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Caroline Wesp Guterres. Segundo ela, as condições climáticas do Estado exigem atenção dos produtores tanto em relação à sanidade dos pomares quanto à disponibilidade de água. “Temos geralmente invernos e primaveras bastante chuvosos, que favorecem a ocorrência de doenças. Ao mesmo tempo, nos últimos anos, temos passado por déficits hídricos em períodos importantes do ano”, explica.

Entre os problemas fitossanitários enfrentados pela cultura estão a antracnose e a sarna, doenças que exigem medidas de prevenção e controle. Caroline observa que a quantidade limitada de produtos registrados para a nogueira-pecã leva os produtores a buscar referências de manejo em outras culturas. “Temos doenças importantes, como a antracnose e a sarna, e poucos produtos registrados para o controle. Muitas vezes, acabamos tendo de nos basear em outras culturas para manejar essas doenças de forma mais adequada”, afirma.

A primeira palestra do eixo será realizada das 16h30min às 17h10min, com o engenheiro agrônomo e professor da University of Georgia, Clemen Junior de Oliveira. Ele apresentará o tema “Manejo e controle de doenças da nogueira-pecan: experiência dos Estados Unidos para os pomares brasileiros”, trazendo a experiência norte-americana para a discussão sobre as condições de produção no Brasil.

Na sequência, das 17h10min às 17h50min, o engenheiro agrônomo da Embrapa, Gilmar Nachtigal, abordará a “Fertirrigação da nogueira-pecan: exemplo que vem da macieira”. A apresentação tratará da utilização de conhecimentos de outra cultura frutífera para discutir práticas de fornecimento de água e nutrientes aos pomares de pecã.

Para Caroline, a fertirrigação merece atenção por sua contribuição ao manejo nutricional das plantas, especialmente diante das dificuldades provocadas pela falta de água em determinados períodos. A professora considera que a discussão das duas áreas pode auxiliar os produtores na condução dos pomares, em uma atividade que vem ampliando sua presença no Rio Grande do Sul.

Fonte: IBPecan

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